Acre: maior enchente em meio século afeta mais de 240 famílias

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Fonte: Alefson Domingos/Secom

Redação – O Rio Acre segue em elevação no Estado do Acre e atingiu, em dezembro, uma cheia que não era registrada há mais de 50 anos, segundo a Defesa Civil estadual. O fenômeno hidrológico que atinge 241 famílias levou o governo estadual a decretar nessa segunda-feira, 29, situação de emergência de nível 2 em cinco municípios do Estado.

A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 11.812, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) e com validade de 180 dias. A medida foi assinada pela governadora em exercício, Mailza Assis. Estão incluídos no decreto os municípios de Feijó, Plácido de Castro, Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá, afetados pelas inundações provocadas pelo aumento do volume de chuvas e pela elevação dos rios Acre, Purus e Tarauacá.

Foto: Alefson Domingos/Secom

Níveis dos rios e situação de alerta

Na capital acreana, o Rio Acre ultrapassou a cota de transbordo de 14 metros no sábado, 27, e marcou 15,35 metros na medição das 9h desta terça-feira, 30, mantendo o Estado em alerta e com monitoramento intensificado em todo o território acreano.

Na medição das 6h do mesmo dia, o rio apresentou estabilidade em Rio Branco, enquanto registrava elevação em municípios como Riozinho do Rola, Porto Acre, Manoel Urbano, Porto Walter, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó e Plácido de Castro, e declínio em localidades como Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba e Sena Madureira.

Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Após as inundações, o Estado mantém oito abrigos em funcionamento. Pelo menos 758 pessoas, distribuídas em 241 famílias, foram diretamente atingidas pela cheia. Desse total, 443 pessoas, de 153 famílias, estão desabrigadas e acolhidas em estruturas montadas pelo poder público, enquanto 315 pessoas, de 88 famílias, permanecem desalojadas, hospedadas em casas de parentes ou amigos.

Alto risco hidrológico

As ações de resposta incluem visitas e monitoramento das famílias nos abrigos, repasse de informações à Diretoria de Vigilância em Saúde Municipal, comunicação do evento ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) estadual e acompanhamento conjunto com a Secretaria de Assistência Social e a Defesa Civil, especialmente diante da entrada de novas famílias e da possível abertura de outros abrigos.

Apesar de não terem sido registradas chuvas significativas, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém alto o risco hidrológico de continuidade do processo de inundação do Rio Acre e de seus afluentes na Região Geográfica Intermediária de Rio Branco, onde as estações seguem em níveis críticos.

Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Nesta terça-feira, o Rio Acre entrou em processo de descida e atingiu 15,30 metros em Rio Branco, ainda acima da cota de inundação. Os dados constam em Boletim de Alerta Hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Nas demais estações monitoradas, como Xapuri e Brasiléia, os níveis permanecem abaixo da cota de atenção. O SGB informou que continuará emitindo boletins de alerta até que todas as estações fiquem abaixo desse limite, como parte da Operação 2025–2026 do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Acre.

Fonte: AGÊNCIA CENARIUM

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