Lula condena ataques à Venezuela, diplomatas brasileiros discutem crise

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redação – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou neste sábado (3 de janeiro) sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e exigiu uma resposta enérgica das Nações Unidas (ONU).

Por meio das redes sociais, Lula afirmou que tais ações “ultrapassam um limite inaceitável”.

“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e estabelecem mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo rumo a um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula.

O presidente brasileiro lembrou que o Brasil sempre se opôs ao uso da força em outros países e regiões, e observou que a ação remete aos “piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe”.

“O Brasil condena essas ações e permanece à disposição para promover o diálogo e a cooperação”, acrescentou.

Uma reunião de emergência no Ministério das Relações Exteriores do Brasil ocorreu na manhã deste sábado para discutir a crise no país vizinho. O presidente Lula participou por videoconferência, já que está no Rio de Janeiro. Sua equipe informou que o presidente retornará a Brasília ainda hoje. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava de férias e também retornará a Brasília hoje.

Ataques à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado um ataque em larga escala contra a Venezuela. A capital, Caracas, e outras cidades foram atingidas por forças aéreas e terrestres. Segundo Trump, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e deportados do país.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, cujo paradeiro permanece desconhecido após os ataques dos EUA.

Fonte: Agência Brasil

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