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Redação – A crise do oxigênio em Manaus, registrada no auge da pandemia da Covid-19, em janeiro de 2021, foi lembrada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao anunciar, na segunda-feira, 5, que o Brasil vai enviar medicamentos e insumos hospitalares à Venezuela para atender pacientes que dependem de tratamento de diálise. Segundo o ministro, o gesto é uma resposta humanitária e também um reconhecimento da ajuda prestada pelo país vizinho ao Amazonas naquele período crítico.
De acordo com Padilha, o apoio brasileiro ocorre após a destruição de um centro de distribuição de medicamentos e de atendimento a pacientes renais na Venezuela, durante uma operação militar dos Estados Unidos. A ajuda foi solicitada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e será coordenada pelo Ministério da Saúde com apoio da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) e de empresas privadas.
“Estamos buscando mobilizar insumos para diálise e medicamentos e vamos dar esse apoio ao povo venezuelano, que teve um centro essencial de distribuição atacado”, afirmou o ministro. Ele garantiu que o envio não comprometerá o atendimento da população brasileira e seguirá critérios técnicos e humanitários.

Segundo o ministério, a Venezuela possui cerca de 16 mil pacientes que necessitam de diálise, número equivalente a aproximadamente 10% do total de pessoas que realizam esse tipo de tratamento no Brasil. A mobilização brasileira ocorre em articulação com outros países do continente, diante do risco de interrupção do atendimento a esses pacientes.
Crise do oxigênio em Manaus
Ao justificar a decisão, Padilha relembrou que, em janeiro de 2021, Manaus enfrentou um colapso no sistema de saúde, marcado pela falta de oxigênio hospitalar, que resultou em mortes de pacientes internados. Naquele momento, a Venezuela enviou caminhões carregados com o insumo para ajudar a atender hospitais da capital amazonense.
“O Brasil sempre estará à disposição”, afirmou o ministro, ao destacar que a cooperação entre os dois países foi decisiva para minimizar os impactos da crise no Amazonas. Para ele, a solidariedade internacional em emergências sanitárias deve ser tratada como um princípio permanente, independentemente de divergências políticas.
Padilha ressaltou que a decisão de ajudar a Venezuela reforça o compromisso do Brasil com a saúde como direito humano e com a atuação coordenada por organismos multilaterais. “Assim como recebemos ajuda quando mais precisamos, agora é o momento de estender a mão”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil
