Após mais de uma década, Hospital do Sangue é inaugurado em Manaus

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Foto: Gato Jr/Rede Amazônica

Redação – Após mais de uma década desde o início do projeto e sucessivos adiamentos na entrega, o governador Wilson Lima inaugurou nesta segunda-feira (16) o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, em Manaus. A unidade, localizada na zona Centro-Oeste da capital, passa a integrar a rede estadual de saúde com atendimento voltado ao diagnóstico e tratamento de doenças hematológicas.

O hospital foi construído para ampliar a estrutura do Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), responsável pelo atendimento a pacientes com doenças do sangue no estado.

A unidade conta com 184 leitos, sendo 16 de UTI. Segundo o governo do Amazonas, a estrutura deve ampliar em 254% a capacidade de atendimento especializado hoje realizada pelo Hemoam. O hospital também deve permitir a implantação gradual do serviço de transplante de medula óssea no estado.

As obras começaram em 2014, mas enfrentou paralisações ao longo dos anos. Em 2016, as obras chegaram a ser interrompidas e só foram retomadas posteriormente.

Em fevereiro deste ano, uma reunião realizada na sede do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, a diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio, lembrou que a criação do hospital é um projeto antigo da instituição. A proposta da unidade começou a ser discutida ainda em 2010.

Ao longo dos anos, o investimento acumulado na obra chegou a cerca de R$ 70 milhões, considerando aditivos e complementações.

Inauguração teve sucessivos adiamentos

Desde 2019, quando Wilson Lima assumiu o governo, a inauguração foi anunciada e adiada várias vezes. A entrega chegou a ser prevista para 2020, depois para 2023, setembro de 2024 e junho de 2025.

Já na reunião com o TCE-AM, em fevereiro, o governo definiu um novo cronograma para a abertura do hospital. Na ocasião, autoridades estabeleceram o dia 28 de fevereiro como data de inauguração, com previsão de início dos atendimentos em 1º de março.

Após a definição da data, uma vistoria técnica realizada pelo próprio tribunal identificou pendências que precisariam ser corrigidas antes do funcionamento da unidade.

A inspeção, feita por uma equipe da chamada Blitz do TCE, avaliou pontos como gestão, planejamento, contratos, patrimônio e infraestrutura. O relatório apontou “achados relevantes” que poderiam comprometer o funcionamento do hospital.

Diante disso, o tribunal recomendou que a inauguração e o início dos atendimentos ocorressem apenas após a correção das falhas apontadas.

Fonte: G1 Globo

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