Acampamento Terra Livre 2026 inicia mobilização nacional indígena

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Foto: Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o encontro chega à 22ª edição (Divulgação)

Redação – O Acampamento Terra Livre 2026 (ATL) começa no dia 5 de abril, em Brasília (DF), reunindo lideranças indígenas de diferentes regiões do País. A mobilização segue até o dia 11, no Eixo Cultural Ibero-Americano, e marca o início do Abril Indígena, período de atos e debates sobre direitos dos povos originários.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o encontro chega à 22ª edição com discussões sobre territórios, clima e cenário político. O tema da edição deste ano será “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

A programação reúne plenárias, marchas e encontros políticos ao longo da semana, com participação de representantes de diferentes povos. A organização indica que os debates abordam temas como direitos territoriais, democracia e participação indígena na política institucional.

Foto: ndígenas marcham em Brasília (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Pressão sobre o Congresso e agenda política
No dia 6 de abril, uma das atividades previstas é a plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”, que trata da violência contra indígenas durante a Ditadura Militar. A Apib afirma que o debate busca ampliar discussões sobre reparação histórica e mecanismos de justiça voltados aos povos originários. A iniciativa está ligada a uma articulação que propõe a criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV). O grupo envolvido aponta que a proposta pretende avançar na formulação de políticas de memória, reparação e não repetição.

No dia 7, está prevista a marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”, voltada a propostas em tramitação no Legislativo. A caminhada é uma crítica direta a medidas como a PEC 48, além de projetos relacionados à exploração econômica em terras indígenas, como o Marco Temporal. Segundo a Apib, ao menos seis iniciativas consideradas prejudiciais aos direitos indígenas estão em debate no Congresso em 2026. A mobilização inclui atos públicos e discussões sobre esses projetos.

A programação também prevê atividades voltadas à articulação internacional. No dia 8, ocorre a plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”, com foco na atuação indígena em espaços externos ao País.

Foto: Apib afirma que o debate busca ampliar discussões sobre reparação histórica e mecanismos de justiça voltados aos povos originários (Divulgação)

Além da plenária, estão previstos encontros com representantes de embaixadas e comunicadores indígenas de outros países. A organização afirma que essas agendas fazem parte da articulação política em nível internacional. As eleições de 2026 também entram na pauta do acampamento. No dia 9, ocorre a plenária “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz a Apib, em manifesto citado na programação.

Ainda no mesmo dia, ocorre a marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. A Apib informa que cerca de 76 terras indígenas estão prontas para homologação e aguardam assinatura presidencial, enquanto outras 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Fonte: AGÊNCIA CENARIUM

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