Itamaraty trabalha para a retirada de brasileiros da Venezuela

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O Itamaraty passou a procurar desde o último sábado (23) brasileiros que estão na Venezuela para saber se há interesse por parte deles em obter ajuda para deixar o país. Um formulário do Itamaraty diz:  “Em caso de agravamento da situação política na Venezuela, teria interesse em retornar ao Brasil, caso o governo brasileiro venha a oferecer meios de transporte?”, indaga o órgão.

O questionário tem sido enviado por email e também disponibilizado no site do consulado do Brasil em Caracas. O Itamaraty estimou há um mês que havia 12.800 cidadãos brasileiros no país vizinho, que vive uma crise humanitária com o endurecimento da ditadura de Nicolás Maduro e o cerco de dezenas de países, incluindo o Brasil.

A correspondência diz ainda: “Em vista da situação por que passa a Venezuela, este consulado-geral está coletando informações dos brasileiros residentes no país para fins de adotar medidas cabíveis de assistência consular”, introduz o Itamaraty.

Há também perguntas sobre quantidade de dependentes e endereço completo. Ainda no sábado, o consulado emitiu “aviso importante” em que “alerta os cidadãos brasileiros residentes na Venezuela sobre os riscos decorrentes da atual situação e recomenda que evitem as áreas de conflito e limitem a sua mobilidade ao estritamente necessário”.

“O consulado-geral recomenda, também, aos turistas brasileiros que evitem viajar à Venezuela neste momento e enquanto perdurar a situação.”

Foto: Divulgação

 

Em dezembro de 2017, o então embaixador brasileiro na Venezuela foi  expulso do país. Desde então, o Brasil mantém apenas o consulado como representação diplomática na Venezuela.

Nesta segunda-feira, o Grupo de Lima descartou a realização de uma intervenção militar na Venezuela após reunião em Bogotá. No texto, o grupo de 14 países da região, entre eles o Brasil, afirma que a transição democrática na Venezuela deve ser conduzida “pacificamente pelos próprios venezuelanos”, com apoio de meios políticos e diplomáticos e “sem o uso da força”.

No entanto, os conflitos nas fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia, decorrentes da tentativa de entrada de ajuda humanitária, já deixam mortos e feridos.

*Informações da Folhapress.

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