’20/01/2020’

Manaus só perde para Porto Velho em desperdício e ‘gato’ de água, revela estudo

Manaus só perde para Porto Velho em desperdício e ‘gato’ de água, revela estudo

Manaus possuiu uma das infraestruturas mais atrasadas do Brasil em saneamento básico. E enfrenta dificuldades diversas e que vão além da expansão das redes de água e esgoto. O consumidor possui responsabilidade pelo aumento no desperdício de água. Isso é o que aponta o estudo divulgado pelo Instituto “Trata Brasil”, especializado em saneamento básico, que divulgou no último dia 11, o resultado da pesquisa sobre o perfil do desperdício de água no país.

Com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2017, o estudo mostra que a média de perda de água potável no Brasil foi de 38,3%, ou seja, para cada 100 litros de água captada, tratada e pronta para ser distribuída, 38 litros ficam pelo caminho devido aos vazamentos, erros de leitura dos hidrômetros, furtos e desvios.

Outra matéria relevante sobre as consequências do desperdício é o volume não-faturado, aquele que deixa de ser cobrado ao consumidor, em virtude de erros na leitura dos hidrômetros ou do furto de água, popularmente conhecido como “gato”.

Desvios

Apesar de ser comum associar a ideia de desperdício de água à falta de manutenção dos canos de distribuição, essa questão pode ir muito além do desperdício resultante do mal funcionamento dos instrumentos que levam água até o consumidor.

A ligação clandestina é a forma de desvio mais comum encontrada durante operações de fiscalização, como aponta a Delegacia Especializada em Combate ao Furto de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS), que já realizou mais de 200 operações sobre denúncias de desvios, desde sua implementação em 2017.

Os “gatos” significaram uma perda de 6,5 bilhões de m³ – equivalente a mais de 7 mil piscinas olímpicas por dia. Segundo o estudo, o volume desperdiçado seria suficiente para suprir o consumo de água de 60 milhões de brasileiros, 30% da população. Em termos financeiros, a perda de faturamento custou para o país R$ 11,3 bilhões, valor superior ao total de recursos investidos em água e esgotos no Brasil em 2017, que foi de R$ 11 bilhões.

 

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