’06/12/2019’

Equipe do Amazonas se sagra como terceira melhor do 1º Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu Paradesportivo

Equipe do Amazonas se sagra como terceira melhor do 1º Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu Paradesportivo

De forma inédita, foi realizado no último fim de semana (11 a 13), em Florianópolis (SC), o 1º Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Paradesportivo, no qual a seleção do Amazonas, composta por nove atletas, conquistou o terceiro lugar por equipe, com dois campeões, cinco vice-campeões e dois em terceiro lugar. A competição, que acolheu atletas com deficiências física, auditiva, intelectual e visual, foi realizada pela Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FBJJP).

O titular da Secretaria de Estado de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel), Caio André de Oliveira, parabenizou os atletas pela conquista. “O Amazonas é um dos principais polos de modalidades paradesportivas e berço de grandes campeões. Com os paratletas de jiu-jitsu não é diferente, e eles representaram muito bem o Amazonas. Estão todos de parabéns pela conquista e por serem exemplo a todos os esportistas”, ressaltou.

A competição teve categorias divididas por classificação funcional. No Jiu-Jitsu Paradesportivo não há pesagem de categoria, uma vez que elas são definidas por deficiência. Atualmente, existem 18 classes de paratletas.

Destaque – Exemplo de superação e com apenas uma perna, o faixa marrom Flávio Leonardo Neves, da categoria Pesado, Classe C, sagrou-se campeão na competição. Com 24 anos, o atleta lembrou do acidente que sofreu há quatro anos e que quase o levou a desistir da vida. “Há quatro anos perdi a perna esquerda em um acidente de moto, o que me levou ao fundo do poço. Aos 20 anos de idade, sem uma perna, só pensava em suicídio”, relatou o atleta, que afirmou que o jiu-jitsu o salvou.

“Apesar de tudo o que aconteceu, foi o jiu-jitsu que me fez acreditar novamente que a vida tinha sentido. Percebi que, ao invés de lamentar pelo que havia perdido, deveria agradecer por estar vivo. Eu já treinava e era faixa azul quando o acidente ocorreu, mas continuei a praticar e tentar me adaptar à nova forma de lutar. Com muito esforço e foco fui ganhando o meu espaço, e hoje minha vontade de superar os desafios e obstáculos é muito maior que qualquer coisa”, afirmou.

Superação – Outro exemplo de superação é o do amazonense Jhordan Garcia, de 20 anos, que se destacou por ter feito uma luta considerada muito técnica. Paratleta faixa roxa, da Classe N (com maior número de atletas), Jhordan ficou muito feliz pela conquista e já se prepara para representar novamente o Amazonas no Grand Slam da Federação Abu Dhabi, que será realizado em novembro, no Rio de Janeiro.

“Foi uma honra representar o Amazonas. Agradeço a Deus, aos parentes, amigos e à Sejel, na pessoa do secretário Caio André, pelo apoio nesta competição. Sem essa ajuda, esse feito não seria possível, e eu fico muito feliz por saber que o paradesporto e o esporte como um todo é valorizado de verdade. Vamos à luta, porque em novembro tem mais”, finalizou.

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