“Novas denúncias à Polícia Federal contra Governador e Vice não podem ser descartadas pela Comissão Especial de Impeachment”, afirma Wilker Barreto.

“Novas denúncias à Polícia Federal contra Governador e Vice não podem ser descartadas pela Comissão Especial de Impeachment”, afirma Wilker Barreto.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta terça-feira, 28, para afirmar que a Comissão Processante do Impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do vice, Carlos Almeida, não pode descartar o surgimento de novas denúncias contra os gestores do Estado. Em seu pronunciamento, o parlamentar disse que a comissão responsável pela análise do pedido de afastamento de Lima e Almeida também deve considerar outras irregularidades cometidas pela atual gestão.

“Não esqueçamos que a peça do impeachment trata sobre a malversação de recursos na saúde e esta Casa precisa levar em conta os fatos que acontecem na sociedade. Quer dizer que se amanhã o governador sofrer uma operação com o vice, não vai ser considerado pela comissão porque não consta na peça do impeachment? Esta Casa não pode perder a sensibilidade do que pensa a sociedade, que é o patrão de todos nós”, explicou Wilker.

A declaração do deputado se refere à matéria do site Uol no último domingo, 26, sobre o depoimento da ex-gerente de compras da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Alcineide Pinheiro, à Polícia Federal no dia 30 de junho, onde a servidora confirmou a interferência direta do governador Wilson Lima no escândalo da compra de 28 ventiladores pulmonares de uma loja de vinho, numa operação superfaturada que custou R$ 2,9 milhões aos cofres do Estado.

“Como desconsiderar a fala de uma ex-servidora pública que relata a participação direta do governador na compra dos ventiladores superfaturados. Será que o Amazonas já esqueceu a chacina da passagem trágica da Covid-19, que levou mais de 3.200 mortes e um governo praticando corrupção em plena pandemia? O foco do governo era se apropriar do dinheiro do cidadão, e não salvar vidas”, ressaltou o parlamentar.

Fonte: Secom

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