Cocaína negra: nova substância ameaça invadir mercado da droga no AM

Cocaína negra: nova substância ameaça invadir mercado da droga no AM
Foto: reprodução.

Cocaína negra, uma droga mais forte e rara começa a invadir o mercado internacional de droga. A substância entorpecente de cor preta, sem cheiro e que não pode ser identificada por reagentes químicos sai do Peru, provavelmente do distrito de Loreto, passa por Manaus e segue para outros países, onde é comercializado a preços que variam entre U$ 30 a 35 mil.

A Polícia Civil e Polícia Federal do Amazonas tem poucas informações sobre a nova modalidade da droga. “Em abril do ano passado apreendemos uns 40 quilos de cocaína negra em que estavam escondidos no porão de uma embarcação”, disse o titular da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) Paulo Mavignier.

Na terça-feira passada (2 deste mês), com a participação da Receita Federal, a polícia do Rio Grande do Sul apreendeu 26 quilos da cocaína negra que chegou pelos Correios e foi recebida por um colombiano morador da cidade de Novo Hamburgo. A droga foi avaliada em R$ 6 milhões e estava em embalagem de açaí desidratado.

De acordo com a polícia rio-grandense, a droga entrou no Brasil pela fronteira do Amazonas, chegou até Manaus pelo rio Solimões (conhecido como corredor do tráfico), depois foi despachada pelos Correios.

Segundo o titular da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) Paulo Mavignier, a nova droga já está em solo amazonense.

Investigação

O delegado Paulo Mavignier disse que no Denarc já há uma investigação em andamento com a participação da polícia peruana para identificar os laboratórios que estão produzindo a cocaína negra.

O superintendente da Polícia Federal do Amazonas Alexandre Saraiva acredita que os produtores da droga estão utilizando produtos químicos para modificar a coloração da cocaína e assim tentar confundir o trabalho da polícia no combate ao tráfico de droga.

De acordo com investigações preliminares por conta das modificações químicas a cocaína negra é difícil de ser identificada, o que se torna possível por meio de exames laboratoriais, diferente da cocaína branca que ao ser submetida a exame preliminar com narcoteste  muda de cor da branca pra azul. Além disso, cães farejadores não conseguem identifica-la no farejo.

Exames preliminares feitos em laboratórios acusaram a existência de substâncias como carvão, grafite e tíner na cocaína negra, considerados ainda mais nociva ao consumo humano.

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Fonte: A Crítica.

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