
Redação – Efrén Ipuz Prada, colombiano suspeito de ser o responsável pela movimentação financeira do Comando Vermelho no Amazonas, foi preso no dia 2 de janeiro pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM).
Prada já alvo da Operação Xeque-Mate, deflagrada em outubro de 2025, para desarticular a liderança da organização criminosa. Segundo a polícia, ele passou mais de um ano na Colômbia, usando identidades falsas e até cirurgias estéticas para tentar escapar das autoridades.
As investigações indicam que o suspeito era responsável pela lavagem de dinheiro do grupo. Para isso, usava empresas de fachada no setor de marketing, sem atividade real, além de recorrer a criptomoedas e fintechs para esconder a origem ilegal dos valores.
O papel dele dentro da organização era:
- Integrar o núcleo responsável pela administração e circulação de recursos ilícitos.
- Gerenciar esquemas de movimentação de dinheiro por meio de empresas de fachada e criptoativos.
- Facilitar o fluxo de capitais ligados ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro, em escala transnacional.
Criptoativos são ativos digitais baseados em criptografia e tecnologia blockchain, como criptomoedas e tokens. Eles podem representar valores, direitos ou utilidades dentro de sistemas digitais descentralizados. São usados para transações, investimentos ou acesso a serviços em plataformas digitais seguras.
A captura ocorreu com apoio do Adido da Polícia Federal na Colômbia, a partir de cooperação internacional viabilizada por meio da Interpol, com base em Difusão Vermelha.
Após a formalização da prisão, será solicitado o pedido de extradição do investigado para o Brasil, onde deverá responder pelos crimes apurados.
Fonte: G1 Globo
