
Redação – A Petrobras prevê perfurar 22 poços de petróleo e gás no Amazonas como parte do plano de retomada das atividades na região de Urucu–Coari, após mais de dez anos de interrupção. A iniciativa avançou na última terça-feira, 6, durante reunião entre a empresa e a Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), que analisa os pedidos de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), etapa considerada essencial para viabilizar as novas perfurações.
Segundo a Sect, a retomada das atividades envolve um processo administrativo em etapas. Para cada nova área de perfuração, a Petrobras precisa apresentar a documentação exigida, seguindo uma ordem definida. O pedido da CDRU é emitido pela secretaria e, posteriormente, encaminhado aos órgãos ambientais competentes, responsáveis pela análise e liberação das licenças necessárias.
A concessão da CDRU garante segurança jurídica para o uso de áreas públicas indispensáveis às operações da empresa, permitindo a instalação e manutenção de estruturas como bases operacionais, dutos e terminais.

O plano de retomada prevê a perfuração de 22 poços ao todo, além do lançamento de cerca de 40 quilômetros de linhas. A expectativa é de que a retomada dos investimentos em Urucu impulsione a economia regional, movimentando setores como construção, navegação e serviços, com geração de empregos, renda e arrecadação de impostos na região amazônica.
O gerente de projetos da Petrobras, Marcos André, destacou que a retomada da perfuração após dez anos marca um momento relevante para o setor energético e para a economia local, com investimentos de cerca de meio bilhão de dólares. Ele também explicou como deve acontecer as perfurações.
Marco André afirma ainda que a exploração é essencial para a reposição de reservas e para garantir o futuro da produção de óleo e gás no Amazonas, além de aumentar o retorno à sociedade com geração de energia e empregos.
“As atividades incluem a perfuração de 22 poços, com o lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas e a retomada desses investimentos na região amazônica, o que impulsiona setores de apoio como construção, navegação e serviços, gerando empregos, renda e arrecadação de impostos”, disse.

A secretária da Sect, Renata Queiroz, destacou o papel da secretaria na articulação institucional e na promoção da segurança energética. “Esse instrumento viabiliza investimentos de longo prazo, facilita o cumprimento de exigências ambientais e regulatórias e assegura a continuidade das atividades, evitando conflitos fundiários ou interrupções“, destacou.

Processos
De acordo com a Sect, três pedidos de CDRU estão em tramitação e são considerados pela pasta pontos estratégicos para o avanço das próximas perfurações da empresa petrolífera são eles: o complemento LOC 2; o Novo Poço ARZ 1 e o Novo Poço CPP-2.
A campanha de perfuração tem início previsto para fevereiro deste ano, enquanto os novos poços devem começar a ser perfurados no segundo semestre de 2026, após a conclusão de todo o processo de licenciamento ambiental.
Urucu
Urucu é o principal polo de produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Amazonas e um dos mais importantes da Região Norte do País. Localizado no município de Coari, distante 650 quilômetros de Manaus, o complexo opera em plena floresta amazônica e é estratégico para o abastecimento energético do Estado.
Descoberta em 1986, a Província Petrolífera de Urucu abriga campos produtores de óleo e gás que alimentam, principalmente, o gasoduto Urucu–Manaus, responsável por levar gás natural à capital amazonense. Esse fornecimento reduziu a dependência de combustíveis mais poluentes e ajudou a diversificar a matriz energética local.

Estar dentro da mata fechada também impõe outro desafio à Província Petrolífera de Urucu: a logística. Para levar a produção da reserva aos centros urbanos, o principal caminho é o Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, construído em 2009. Com 663 quilômetros de extensão, o duto tem capacidade para escoar até 5,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural de Urucu à capital do Amazonas.
Fonte: AGÊNCIA CENARIUM
