Filiação de Tadeu de Souza ao Progressistas ocorre à revelia de David Almeida

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O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, e o prefeito de Manaus, David Almeida (Fotos: Reprodução/Redes Sociais | Composição: CENARIUM)

Redação – A filiação confirmada nesta quinta-feira, 12, do vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, ao Partido Progressistas (PP) ocorreu sem o aval do prefeito de Manaus, David Almeida, amigo de infância e aliado há 30 anos de Tadeu. Até então, o vice-governador estava filiado ao Avante, partido do próprio David. A mudança de legenda sinaliza um movimento estratégico que reconfigura o jogo político no Estado.

A articulação começou há cerca de 30 dias, com costura do governador Wilson Lima, do União Brasil, em conversa com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, no contexto da federação União Progressistas, formada para as eleições de 2026. A filiação foi confirmada e aceita, sendo homologada oficialmente há cerca de 10 dias.

A aproximação de Tadeu de Souza do governador Wilson Lima ocorre em paralelo à confirmação oficial pelo perfil do União Brasil nas redes sociais, da candidatura de Lima ao Senado em 2026. De acordo com nota do partido, a mudança integra uma estratégia de fortalecimento da aliança entre PP e União Brasil e consolida Tadeu como provável candidato do PP ao governo estadual.

A foto divulgada pelo União Brasil nesta quinta-feira oficializou essa estratégia de articulação política. Nela aparecem, da esquerda para a direita, o vereador de Manaus Rodrigo de Sá, o deputado estadual Fausto Júnior, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, o vice-governador Tadeu de Souza, o governador Wilson Lima, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade.

Nos bastidores, o fato de a filiação ter ocorrido sem a autorização de David Almeida gera incerteza sobre o futuro da relação entre os dois. Há ainda resistência de deputados, vereadores e aliados do grupo de Wilson Lima à ideia de que Tadeu possa se manter politicamente independente do prefeito. A conclusão que se desenha entre observadores e políticos do Estado é que, por ora, ninguém acredita na autonomia plena do vice-governador em relação a Almeida.

Fonte: Revista Cenarium

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