Ministério Público denuncia ex-animador do Boi Garantido por estuprar a própria filha no Amazonas

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Foto: Banco de dados

Redação – O Ministério Público do Amazonas denunciou, nesta quinta-feira (19), um ex-animador do Boi Garantido por estupro de vulnerável contra a própria filha, de apenas 10 anos. A denúncia foi assinada pelo promotor André Marinho. O homem foi preso em 19 de janeiro deste ano e responde ao processo em regime fechado.

Segundo o documento obtido pelo g1, o crime aconteceu quando a criança tinha apenas 6 anos. A vítima disse que, no dia dos fatos, estava em uma piscina quando o pai teria tocado em suas partes íntimas.

A vítima declarou também que, logo após o crime, o homem teria comprado doces para que ela não contasse para a mãe.

Ainda segundo a denúncia, no fim de 2025, o ex-animador começou a enviar mensagens e vídeos para a criança contendo conteúdo erótico, e que mesmo após o caso ser denunciado à polícia, o homem continuou mantendo contato com a vítima, exigindo fotos íntimas da criança e, inclusive, enviando fotos das próprias partes íntimas para a filha.

“A conduta revela gravíssima violação da dignidade sexual da vítima, que, por sua idade, encontra-se sob especial proteção legal”, destacou o promotor.

O promotor também pediu que o homem pague um valor de indenização à filha. Agora, a denúncia vai ser analisada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).

Caso seja aceito o pedido do MP, a defesa do ex-animador será intimada para apresentar suas versões do fato. Se condenado, o homem pode pegar mais de 15 anos de prisão.

Após a prisão, a Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido anunciou o desligamento imediato do ex-animador.

“Ressaltamos que os fatos estão sendo apurados pelas autoridades competentes e que o acusado responde ao processo na Justiça. Repudiamos de forma veemente qualquer conduta que viole direitos fundamentais, especialmente aquelas que atentem contra a integridade e a dignidade de crianças e adolescentes. Reafirmamos que toda criança tem o direito inalienável de viver e se desenvolver em um ambiente seguro, protegido e livre de qualquer forma de violência”, diz a nota.

Fonte: G1 Globo

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