
Redação – Com o nível dos rios subindo e o risco de alagamentos aumentando em várias regiões do Estado, o Governo do Amazonas divulgou nessa terça-feira, 7, uma nota técnica com orientações para que os municípios reforcem medidas de prevenção e evitem o aumento de doenças durante a cheia. O documento, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP), recomenda ações como atualização da vacinação, distribuição de hipoclorito para tratamento da água e intensificação do monitoramento sanitário em áreas atingidas.
Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o objetivo do documento é fortalecer a atuação antecipada das prefeituras para reduzir riscos à população durante o período de alagamentos, garantindo resposta coordenada e continuidade dos serviços de saúde. “A nota técnica orienta a elaboração e atualização dos planos de contingência para inundação, com integração entre setores e fortalecimento do gerenciamento de riscos de desastres. A medida é essencial para assegurar resposta coordenada e continuidade da assistência em saúde”, explicou Maksoud.

Sobre a nota
Entre as recomendações prioritárias do documento está a atualização do esquema vacinal, principalmente contra hepatite, tétano e raiva, doenças com maior risco de ocorrência em cenários de enchente. O documento também aponta a necessidade de ampliar a vacinação de animais domésticos, como cães e gatos, além de monitorar e adequar os estoques de imunizantes para atender o aumento da demanda em áreas vulneráveis.
A nota técnica ainda destaca medidas voltadas ao abastecimento seguro, com foco na distribuição de hipoclorito de sódio a 2,5%, indicado para o tratamento emergencial da água, principalmente em comunidades rurais e localidades com risco de contaminação. Também orienta o monitoramento contínuo da qualidade da água para consumo humano e a identificação de pontos críticos nos sistemas de abastecimento, com adoção imediata de ações corretivas em caso de irregularidades.

Proteção
Com a previsão de aumento das ocorrências durante o período de inundação, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, defendeu que os municípios ajam antes do agravamento do cenário.
“Antecipação e organização da rede são decisivas para reduzir impactos das cheias e proteger a população”, disse.
Já o diretor técnico de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas, Augusto Zany, reforçou que o planejamento integrado e o monitoramento contínuo são fundamentais para garantir respostas rápidas e manter a assistência mesmo em cenários de alta demanda.

Fonte: Agência Brasil
