
Redação – O setor de serviços no Brasil segue em trajetória de ascensão, alcançando em fevereiro de 2026 o seu ponto mais alto dentro da série histórica iniciada pelo IBGE em 2011. Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o avanço foi de 0,1% na comparação com janeiro, consolidando um patamar que coloca o setor 13,2% acima do nível registrado no período pré-pandemia (fevereiro de 2020).
O Motor do Crescimento
Embora o índice mensal pareça modesto, ele reflete uma resiliência estrutural. O crescimento foi impulsionado principalmente por áreas que demandam alta especialização e logística:
- Informação e Comunicação: Segmento que continua a ditar o ritmo da modernização econômica.
- Transportes: Essencial para o escoamento de bens e a mobilidade urbana, mantendo-se em níveis elevados de atividade.
- Serviços Profissionais e Administrativos: Reflete a retomada de contratos corporativos e consultorias.
Desempenho Comparativo
Quando analisamos o retrovisor, os números ganham ainda mais peso:
- Comparação Anual: Em relação a fevereiro do ano anterior, o setor apresentou um crescimento de 2,4%.
- Acumulado de 12 meses: O setor sustenta uma alta de 1,5%, demonstrando que, apesar das oscilações da taxa de juros e da inflação de serviços, a demanda permanece aquecida.
Análise: O recorde histórico de fevereiro sinaliza que o setor de serviços — que representa cerca de 70% do PIB brasileiro — está operando em capacidade máxima. Para o empreendedor e o investidor, o cenário exige cautela com custos operacionais, mas oferece otimismo quanto ao volume de consumo das famílias e das empresas.
O Cenário Regional
O relatório do IBGE também aponta que o crescimento não é uniforme. Estados com fortes polos tecnológicos e logísticos lideraram a contribuição positiva para o índice nacional, enquanto setores voltados ao lazer e serviços prestados às famílias mostraram uma acomodação após o pico das férias de janeiro.
O que esperar para o próximo trimestre? Com a estabilização do consumo e a expectativa de ajustes na política monetária, o desafio do setor será manter este “teto” histórico sem repassar integralmente a pressão inflacionária ao consumidor final.
Fonte: Agência Brasil
