
Redação – O braço de ferro entre o Executivo municipal e a concessionária Águas de Manaus ganhou um capítulo tenso. Em deslocamento para um compromisso oficial, o prefeito Renato Junior flagrou operários da empresa em plena atividade na rua Eugênio Gudin (conjunto Jardim Versalles, bairro Planalto), descumprindo abertamente a ordem da Prefeitura que proíbe novas escavações na capital.
Ao avistar o canteiro clandestino, o prefeito interrompeu sua agenda no ato. Por meio de uma videochamada, ele confrontou diretamente o diretor-presidente da concessionária, exigindo explicações imediatas pelo desrespeito à determinação municipal.
“Na semana passada eu proibi a abertura de novos buracos. Estamos multando e autuando a concessionária de todas as formas possíveis, porque ela não respeita o povo de Manaus. A prefeitura determina uma coisa e a população continua sofrendo com ruas abertas e intervenções sem planejamento”, disparou Renato Junior durante a ligação, expondo o maquinário em funcionamento.
O X da Questão: Legislação e Multas
A queda de braço ganhou força na última quarta-feira (24), quando o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) multou a concessionária por operar sem a licença urbanística exigida pela Lei Complementar nº 003/2014 (Código de Obras do Município).
Segundo as regras locais, nenhuma empresa tem carta-branca para intervir no espaço público sem autorização prévia. O presidente do Implurb, Antonio Peixoto, foi categórico ao reforçar que “a legislação urbanística é válida para todos”.
O Desabafo sobre o “Asfalto Rasgado”
A grande frustração da gestão — e dos moradores — é o retrabalho crônico nas vias de Manaus. O município tem investido pesado na recuperação da malha viária, apenas para ver o asfalto novo ser destruído logo em seguida.
Durante o lançamento do programa “Manaus que a Gente Cuida”, no bairro Cidade de Deus, o prefeito subiu o tom e garantiu que o município aplicará punições severas se o cenário não mudar.
- A Determinação: Embargo imediato de novas frentes de expansão de rede.
- A Punição: Aplicação de multas milionárias contra a concessionária.
- A Condição: A empresa está proibida de abrir novas valas até fechar todos os buracos espalhados pela cidade.
“A gente asfalta num dia e, no outro pela manhã, a concessionária ‘rasga’ tudo o que a prefeitura fez. Ou respeitarão a cidade de Manaus, ou responderão pelas consequências”, alertou o prefeito.
População como Fiscal
O caso agora segue sob monitoramento rigoroso e análise de novas medidas administrativas pela Agência Reguladora (Ageman) e pelo Implurb.
Para fechar o cerco contra a concessionária, o prefeito fez um apelo direto aos manauaras: convocou a população a atuar como fiscal, denunciando imediatamente qualquer nova vala ou intervenção suspeita nas ruas para que o município envie equipes de fiscalização e interrompa os trabalhos na hora.
Fonte: Prefeitura de Manaus
