
Redação – O cenário pós-terremoto na Venezuela tem gerado reações distintas entre as administrações municipal e estadual no Amazonas. Após o sismo de magnitude 7,2 que atingiu o país vizinho, a Prefeitura de Manaus deu início a uma força-tarefa humanitária, enquanto o Governo do Amazonas informou estar na fase de alinhamento diplomático e diagnóstico das necessidades locais.
Neste sábado (27), durante o Festival Folclórico de Parintins, o governador Roberto Cidade comunicou que o Executivo estadual formalizou um canal de comunicação oficial com as autoridades venezuelanas via e-mail. Segundo o governador, o diálogo tem sido diário para mapear de que forma o Estado poderá colaborar de maneira mais assertiva. Até o fechamento desta reportagem, contudo, não foram detalhados cronogramas ou o volume de insumos (como medicamentos, alimentos ou água) que serão deslocados.
Ações práticas e o contraste institucional
A postura do governo estadual tem gerado debates no cenário político local, principalmente pela proximidade geográfica e pelo histórico de cooperação entre as duas regiões. Durante o colapso de oxigênio na pandemia de Covid-19, a Venezuela enviou carretas de insumos para abastecer a rede de saúde do Amazonas.
Por outro lado, o município de Manaus adotou uma estratégia de resposta rápida:
- Logística: Parceria direta com a Força Aérea Brasileira (FAB).
- Donativos: Envio imediato de água potável, alimentos não perecíveis e kits de higiene pessoal.
Contexto: A agilidade na resposta humanitária é considerada crucial por especialistas em gestão de crises, uma vez que as primeiras 72 horas após desastres naturais são determinantes para o suporte às populações afetadas.
Próximos passos
O Governo do Amazonas ainda deve se pronunciar nos próximos dias para apresentar o plano logístico de assistência. A expectativa é que, após a consolidação dos dados solicitados às autoridades venezuelanas, seja anunciado o pacote oficial de ajuda humanitária do Estado.
Fonte: Planeta 92
