
Redação – Em movimentação estratégica voltada para a disputa do Governo do Amazonas, o ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), detalhou o atual estágio de suas articulações políticas. Em entrevista à Rede Onda Digital nesta terça-feira (30), o pré-candidato evitou discursos triunfalistas e focou na engenharia partidária que sustenta seu projeto majoritário, confirmando o apoio de cinco legendas.
Até o momento, a coligação gravita em torno do Avante, PDT, Agir, DC e da Federação PRD/Solidariedade. O principal trunfo dessa união, segundo Almeida, não é apenas o tempo de TV ou fundo eleitoral, mas o volume de candidaturas proporcionais:
- 75 nomes para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
- 18 nomes para a Câmara dos Deputados.
“Temos as alianças necessárias para que possamos caminhar nesta eleição”, pontuou o pré-candidato, sinalizando que a prioridade atual é dar musculatura interna ao grupo antes do início do calendário oficial de campanha.


O fator “vice”: Escolha estratégica fica para as convenções
Diferente de adversários que tentam antecipar o fechamento de chapas para gerar fatos políticos, Almeida adota uma postura pragmática sobre a vaga de vice-governador. A definição foi formalmente empurrada para as convenções partidárias.
Os critérios estabelecidos por ele misturam abertura de gênero e rigor de bastidor:
- Perfil: Pode ser homem ou mulher.
- Origem: Sairá obrigatoriamente de um dos cinco partidos aliados.
- Fator decisivo: Fidelidade política.

Ao declarar que o fundamental é ter um “aliado leal”, o ex-prefeito deixa claro que a escolha do vice será baseada em blindagem política e governabilidade, e não apenas em arranjos eleitorais de última hora.
Com essa estrutura montada, o grupo agora entra na fase de consolidação de propostas e alinhamento de palanques no interior do estado, testando a viabilidade de uma base que tenta se contrapor aos demais blocos da disputa amazonense.
