O outro lado da festa: Parintins 2026 bate recorde histórico de reciclagem com mais de 14 toneladas recolhidas

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Foto: Tiago Correa/Secom

Redação – O Festival de Parintins não move apenas paixões e tradição na arena do Bumbódromo; move também uma engrenagem cada vez mais robusta de economia circular. Em 2026, a 5ª edição da campanha “Recicla, Galera” consolidou seu melhor resultado histórico ao desviar 14,3 toneladas de resíduos dos lixões, superando a meta inicial do ano (12 toneladas) em mais de 19%.

O volume total representa um salto de 42,7% em comparação à edição de 2025, mostrando que a conscientização ambiental finalmente começou a acompanhar a escala do megaevento.

O raio-x do descarte: Latinhas de alumínio disparam

O principal motor do crescimento em 2026 foi o recolhimento de materiais consumidos em massa durante a festa. O alumínio e o plástico PET lideraram a eficiência da coleta:

  • Alumínio (Latinhas): Teve o maior crescimento da edição, saltando de 1,4 tonelada em 2025 para 3,1 toneladas em 2026 (uma alta impressionante de 117,8%).
  • Plástico PET: Registrou aumento de 48,8%, subindo para 4,2 toneladas recolhidas.

Além dos itens tradicionais, a operação ampliou sua capacidade logística para processar outros materiais que costumavam ser negligenciados no festival:

Material RecolhidoPeso (em kg)
Papelão4.815,84
Vidro1.104,80
Copos plásticos (Cosama)524,80
Lixo Eletrônico268,00
Plástico flexível132,00

Disputa Sustentável: Caprichoso leva o título ambiental

A rivalidade histórica entre os bois-bumbás também se refletiu na gestão de resíduos. Juntas, as torcidas do Caprichoso e do Garantido destinaram mais de 3,3 toneladas de recicláveis diretamente no Bumbódromo.

Neste ano, o Caprichoso garantiu o troféu de “Campeão Sustentável” ao arrecadar 1.757,40 kg, superando os 1.609,20 kg do Garantido. Fora da arena, o público geral também adotou a tecnologia: máquinas automatizadas de coleta instaladas no Espaço Sustentável recolheram outras 2,4 toneladas de materiais de alta qualidade.

Impacto Social Real: Todo o volume coletado foi entregue à Ascalpin (Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Parintins). A ação garante a triagem, venda direta e geração de renda para as famílias de catadores locais, enquanto o lixo eletrônico foi direcionado para o Instituto Descarte Correto.

O projeto é uma cooperação técnica liderada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Sebrae Amazonas, Coca-Cola Brasil, Eneva e Ambipar.

O que você achou dessa nova abordagem focada em dados e impacto social? Se quiser, posso ajustar o tom para focar ainda mais no ponto de vista dos catadores locais ou na análise econômica do evento.

Fonte: Agência Amazonas

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