
Redação – Um panorama da suspensão na Escola Ayrton Senna.
Na manhã desta terça-feira, estudantes do anexo da Escola Estadual Ayrton Senna, situado no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, precisaram ser liberados mais cedo. O motivo central da interrupção das atividades envolve dois gargalos estruturais básicos para o funcionamento de qualquer instituição de ensino:
- O calor insuportável provocado por aparelhos de ar-condicionado inoperantes há meses.
- A ausência de merenda escolar, ocasionada pela falta de gás de cozinha para o preparo dos alimentos.
A mobilização da comunidade e o posicionamento sindical
A situação insustentável motivou uma manifestação imediata no local. Pais, alunos e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) uniram forças para cobrar respostas formais e providências urgentes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
De acordo com o sindicato, o cenário verificado no anexo da Escola Ayrton Senna não é um caso isolado, refletindo falhas estruturais recorrentes em outras unidades da rede pública estadual de ensino.
“A falta de condições mínimas, como climatização adequada e alimentação regular, compromete diretamente o aprendizado e a dignidade de quem frequenta a escola diariamente”, apontam representantes da comunidade escolar.
Próximos passos e responsabilização
Diante da ausência de soluções imediatas por parte da pasta estadual, o Sinteam informou que formalizará denúncias junto aos órgãos de controle. O plano de ação inclui acionar o Ministério Público do Estado (MPAM) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para que investiguem as irregularidades e exijam a regularização imediata dos serviços essenciais nas escolas da rede pública.
Fonte: Planeta 92
