Alívio no clima: Chuvas encerram estiagem em Manaus e trazem ar puro após dias de fumaça

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Foto: Céu de Manaus amanhece mais limpo nesta sexta-feira (25), após a chuva que interrompeu 17 dias de tempo seco na capital. (Gato Jr./Rede Amazônica)

Redação – A atmosfera em Manaus amanheceu visivelmente diferente nesta sexta-feira (25). Após uma sequência de 17 dias consecutivos de tempo inteiramente seco, forte calor e uma densa camada de fumaça que pairava sobre a capital e a Região Metropolitana desde o início da semana, a chuva registrada entre a noite de quinta-feira (24) e a madrugada trouxe um alívio temporário, mas significativo, para a população e para os índices de qualidade do ar.

O impacto positivo da precipitação nos índices ambientais

O monitoramento realizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), refletiu de imediato a mudança no tempo. Por volta das 7h30, cinco dos doze sensores ativos na cidade já apontavam índices dentro da faixa considerada boa, que compreende concentrações de partículas suspensas de 0 a 25 µg/m³.

Entre os destaques positivos da medição matutina, o sensor localizado no Centro (Zona Sul) registrou 22,4 µg/m³. Na Zona Oeste, o bairro Tarumã marcou 14 µg/m³, enquanto o bairro Zumbi dos Palmares, na Zona Este, registrou 20,8 µg/m³. Outras áreas da capital apresentaram patamares moderados, como o Distrito Industrial I (31,7 µg/m³) e a Compensa (26,9 µg/m³), distanciando-se consideravelmente dos picos críticos registrados nos dias anteriores.

Contexto da poluição e fatores climáticos

A melhora desta sexta-feira contrasta com o cenário severo enfrentado nos dias antecedentes, período em que Manaus acumulou seu sétimo episódio de fumaça desde o começo de setembro. A estiagem prolongada — cuja última precipitação expressiva havia ocorrido no dia 7 de setembro — associada às altas temperaturas, à baixa umidade relativa do ar e às condições atmosféricas estagnadas, favoreceu a retenção de poluentes provenientes de queimadas registradas tanto no entorno da capital quanto em zonas mais amplas da Amazônia.

O ponto mais crítico dessa recente onda de poluição havia sido verificado na quarta-feira (23), quando o sensor do Distrito Industrial I atingiu a marca de 587,9 µg/m³ às 5h15, superando o limite máximo da escala de referência do sistema Selva, fixada em 160 µg/m³. No dia seguinte, na manhã de quinta-feira (24), o mesmo ponto ainda registrava 148,2 µg/m³, mantendo a capital sob forte neblina de fumaça.

Repercussão entre os moradores e alertas oficiais

A chegada da chuva foi precedida por ações preventivas. Na quinta-feira (24), a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec) emitiu um alerta de chuvas intensas disparado diretamente para os celulares da população por meio do sistema integrado Defesa Civil Alerta (DCA).

Nas redes sociais, o contraste entre o rigor do aviso oficial e o alívio térmico gerou diversas reações bem-humoradas e reflexivas entre os manauaras. Moradores destacaram que, diante do cenário de calor extremo e poluição acumulada, mesmo alertas de temporais severos foram recebidos com entusiasmo e sensação de renovação.

Previsão do tempo e recomendações de segurança

Para o restante desta sexta-feira (25), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a previsão de chuvas acompanhadas de trovoadas em áreas específicas do estado, com as regiões Central, Oeste e Norte sob aviso amarelo de perigo potencial para precipitações intensas. Em Manaus, a temperatura máxima estimada pode alcançar os 38°C. No sábado (26), a instabilidade deve continuar com pancadas isoladas no Sudoeste, Centro, Oeste e Noroeste amazonense.

Diante da transição para o período chuvoso e da possibilidade de temporais repentinos, a Defesa Civil reforça orientações preventivas fundamentais para a segurança da população:

  • Evitar buscar abrigo sob árvores durante rajadas de vento e descargas elétricas;
  • Manter distância prudente de postes de iluminação e redes de distribuição de energia;
  • Redobrar a atenção ao dirigir ou caminhar por vias com histórico de alagamentos e pontos de retenção de água.

Fonte: G1 Amazonas

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