Pix e Eurosistema estudam integração para baratear e agilizar remessas entre Brasil e Europa

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Redação – O Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu (BCE) deram início a uma análise conjunta de viabilidade para conectar o Pix ao Target Instant Payment Settlement (Tips), a infraestrutura europeia de pagamentos instantâneos. O objetivo central da iniciativa é estruturar bases técnicas, operacionais e jurídicas para viabilizar transferências internacionais diretas, rápidas e com menor custo entre as economias brasileira e da zona do euro.

Os objetivos da cooperação transfronteiriça

Com fortes laços econômicos e comerciais entre o Brasil e os países europeus, a integração dos dois sistemas busca solucionar barreiras históricas nas transações internacionais. Entre os principais pontos avaliados pelas autoridades monetárias, destacam-se:

  • Redução de custos: Eliminar intermediários tradicionais para baratear o envio de remessas e pagamentos comerciais.
  • Agilidade nas operações: Permitir que o dinheiro transite entre continentes e fique disponível na moeda local em questão de segundos.
  • Alinhamento global: Atender às diretrizes do Plano de Ação do G20, que prioriza a modernização e a transparência de pagamentos globais.
  • Ampliação de acesso: Facilitar o fluxo financeiro tanto para cidadãos quanto para empresas de ambos os mercados.

O papel estratégico do Tips na Europa

Operado pelo Eurosistema, o Tips funciona como uma plataforma pan-europeia de liquidação instantânea. Atualmente, o serviço processa transações em euros, coroa sueca e coroa dinamarquesa, com planos contínuos de expansão para outras moedas do Espaço Econômico Europeu.

A avaliação de conexão com o Pix faz parte de uma estratégia mais ampla do Banco Central Europeu para interconectar o Tips a outras redes de pagamento ao redor do globo. No radar do Eurosistema, também estão iniciativas multilaterais como o projeto Nexus — liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) —, além de integrações com os sistemas da Índia e da Suíça.

Próximos passos

A fase atual restringe-se a estudos de viabilidade técnica e regulatória, integrando o que o Banco Central brasileiro classifica como a “agenda evolutiva do Pix”. Embora ainda não haja um prazo oficial para a conclusão dos testes ou para o lançamento comercial da ferramenta integrada, o movimento sinaliza um passo concreto rumo à desburocratização dos fluxos financeiros internacionais.

Fonte: Agência Brasil

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