
Redação – Uma área de vegetação de várzea na região do Lago do Canaçari, no município de Itacoatiara (interior do Amazonas), tem sido consumida por um incêndio ativo há uma semana. Dados preliminares do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontam que cerca de 686 hectares foram afetados desde o início da ocorrência, registrada em 19 de setembro.
Registros visuais obtidos no último domingo (27), a aproximadamente 10 quilômetros da área urbana, evidenciam a propagação das chamas pela vegetação típica de várzea e a dispersão de densas plumas de fumaça pela atmosfera local.
Contexto e monitoramento na região
Até o momento, o Corpo de Bombeiros informou não ter recebido chamados diretos para a ocorrência específica no Lago do Canaçari. Relatos de moradores locais indicam que o perímetro afetado não possui residências em seu entorno imediato, embora o avanço contínuo do fogo gere preocupação quanto à proximidade de zonas habitadas. A orientação oficial da corporação permanece voltada para o acionamento imediato dos canhões de emergência caso haja risco iminente às comunidades.
O episódio em Itacoatiara insere-se em um cenário mais amplo de incidência de focos de calor no município durante o mês de setembro, período que historicamente concentra maiores índices de estiagem e vulnerabilidade a queimadas na Amazônia. O Painel do Fogo contabilizou dezenas de ocorrências na área ao longo do mês.
Esforços de contenção e atuação conjunta
Para mitigar o impacto das queimadas, o município recebeu o reforço de equipes da Força Nacional, que operam em articulação com o Corpo de Bombeiros tanto em frentes urbanas quanto rurais.
Uma das principais frentes de trabalho recentes concentrou-se na zona rural do Rio Arari, especialmente nas comunidades Ebenézer e Livramento. Nessa localidade, as chamas chegaram a ameaçar habitações e plantações, atingindo mais de 200 hectares. A situação na região do Rio Arari registrou melhora significativa após a ação conjunta entre bombeiros, Defesa Civil, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e moradores locais, somada à ocorrência de precipitações que auxiliaram na extinção dos focos remanescentes.
Fonte: G1 Amazonas
