Alberto Neto defende Zona Franca de Manaus após anúncio de medida que pode prejudicar economia do Amazonas

Alberto Neto defende Zona Franca de Manaus após anúncio de medida que pode prejudicar economia do Amazonas

Depois do anúncio do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre uma possível diminuição da alíquota de Imposto de Importação (II) de 16% para 4%, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PRB-AM) se movimentou nesta segunda-feira (17), em defesa dos interesses da Zona Franca de Manaus. O parlamentar enviou um requerimento para envio de uma Indicação ao ministro da Economia Paulo Guedes.

Caso a medida anunciada pelo presidente entre em vigor, os prejuízos para o Polo Industrial de Manaus serão quase imediatos. As produções de bens de informática e eletroeletrônico correspondem a cerca de 54% do faturamento da ZFM. Os produtos de informática correspondem a faturamento de R$ 19 bilhões.

“Entendemos que essa medida impacta negativamente a competitividade relativa e o desenvolvimento industrial da Zona Franca de Manaus, ao tornar menos atraente a localização de plantas fabris do setor de bens de informática e eletroeletrônicos na região. Hoje, a ZFM é superior, se for mantida a carga tributária”, enfatizou Alberto.

Para o deputado federal eleito pelo Amazonas, é imprescindível que haja um estudo por parte do Governo Federal sobre os impactos que a medida pode ter sobre a economia do estado do Amazonas. Alberto Neto ressalta ainda que é necessário haver uma discussão ampla com o parlamento e com os setores produtivos.

“Devemos discutir modificações tributárias com toda cautela necessária em conjunto com os fóruns apropriados, com o Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus, para que determinadas medidas sejam tomadas adequadamente diante dos seus possíveis efeitos”, enfatizou.

Desemprego – Alberto Neto sinalizou no requerimento destinado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a necessidade de estar atento às taxas de desemprego no Amazonas e em todo Brasil. Em Manaus, a taxa é de 19,4% e de 12,7% no País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O parlamentar ressalta que meras sugestões, como a dada pelo presidente em sua rede social, causam insegurança no mercado, que pode ser incontornável para o principal instrumento de desenvolvimento regional do Estado do Amazonas.

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