Pedido de nova votação de membros da Comissão de impeachment na ALE/AM é criticada: ‘Muito pobre e mal escrita’, diz deputada

Pedido de nova votação de membros da Comissão de impeachment na ALE/AM é criticada: ‘Muito pobre e mal escrita’, diz deputada

 

Uma questão de ordem emitida pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) pede anulação da escolha dos membros da Comissão Especial (CE), que avalia o processo de impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) e do vice, Carlos Almeida (PTB). O pedido foi recebido nesta terça-feira, 28, pela presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM), Alessandra Campelo (MDB).

Em crítica ao pedido enviado a Procuradoria da Casa Legislativa, a presidente em exercício da ALE/AM, que também preside a Comissão do impeachment classificou o pedido como ‘muito pobre, mal escrito e mal redigido’.

“Numa análise da minha equipe jurídica, percebemos algumas inconsistências. Primeiro, o pedido carece de técnica jurídica e redação. É muito pobre, mal escrito e mal redigido. Segundo, faz acusações infundadas e sem provas. E por último, o Simeam não é parte no processo e não tem nem legitimidade para isso. Pois não foi o sindicato quem apresentou a acusação, e sim uma pessoa o compõe”, explica.

Ela ainda ressalta um quarto ponto do qual considera o pedido deficitário. “Vários deputados com quem conversei, afirmaram que vão entrar com uma representação jurídica contra o Sindicato dos Médicos pela má conduta. Sejam ela por meio de ofensas e acusações infundadas, além de pré-julgamentos sem uma prova se quer. Portanto, é uma solicitação totalmente desqualificada”, finaliza.

Simeam critica

No pedido o sindicato solicita que seja realizada uma nova eleição para a escolha dos membros da CE. A alegação do Simeam se baseia na suspeição dos nomes de seis deputados que compõem a Comissão.

“Não dá pra esperar isenção de quem até aqui fez defesa das ações desse governo. Ações que denunciamos desde o seu princípio. Igualmente não podemos esperar um julgamento justo quando parlamentares possuem parentes dirigindo, ainda que de forma interina, o órgão que hoje é investigado. É como mexer na cena do crime”, diz trecho da nota do Simeam.

Em outro trecho do documento o Simeam pede que a ALE/AM possa apreciar a questão de ordem apresentada e que dê provimento a ela. Assim, a sociedade amazonense poderá acreditar que o julgamento do impeachment do governador Wilson Lima e do Vice-Governador, Carlos Almeida Filho seja descontaminado de quaisquer paixões políticas e acordos espúrios.

 

Fonte: Revista Cenarium.

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