Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: ‘Tem um resquício daquele medo de se infectar’

Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: ‘Tem um resquício daquele medo de se infectar’
Pouco movimento na Faculdade Nilton Lins, onde ocorrem provas em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1

A movimentação foi tranquila nas escolas de Manaus para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23). As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19.

Os estudantes Maria Aslene Pinheiro de Oliveira, de 18 anos, e Kelsom Alexsander, de 19, foram uns dos primeiros a chegarem na Faculdade Nilton Lins. Ela quer tentar uma vaga no curso de administração e ele de psicologia. Os dois se formaram no ano passado e deram continuidade aos estudos mesmo enfrentando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19:

“Foi um pouco desafiador conciliar os estudos com o trabalho e tudo o que a gente tá vivendo com a pandemia, né?”, relatou Kelsom.

Os dois vieram de máscara e com álcool em gel. Mas estão preocupados com a aplicação dos protocolos sanitárias no momento da aplicação da prova.

“Da nossa parte está tudo certo, mas a gente não sabe como funciona para as outras pessoas essa questão da proteção. A gente está ciente dos riscos, mas estamos aqui para fazer a prova”, disse a menina.

A estudante Eduarda Rodrigues, de 17 anos, disse que, com o isolamento social, precisou rever sua forma de estudar e se preparar para o exame. Ela busca conseguir uma vaga para o curso de designer na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“Com a pandemia, tivemos o isolamento social e eu parei de fazer o cursinho. Tive que fazer pelo formato virtual, e a minha escola já era integral, então ficou um pouquinho complicado. E eu também precisei mudar a minha forma de estudo, já que eu também tinha mais tempo livre”.

Eduarda foi uma das primeiras a chegar na escola. Ela não quis se arriscar em perder a hora. Mas, por não ter sido infectada pelo coronavírus, sentiu um pouco de receio em participar do exame.

“Apesar das medidas adotadas, ainda tem um resquício daquele medo de se infectar e passar para os nossos familiares também, né?”, desabafou a estudante.


Fonte: G1 Amazonas

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