Marcha Trans reúne 1º time de futsal transmasculino, artista internacional e cantoras

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São Paulo - 21ª Parada do Orgulho LGBT, com o tema Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um Estado laico, na Avenida Paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Marcha Trans reúne 1º time de futsal transmasculino, artista internacional e cantoras 1
São Paulo – 21ª Parada do Orgulho LGBT, com o tema Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um Estado laico, na Avenida Paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Redação – A 5ª Marcha do Orgulho Trans levou uma multidão de interessados em garantir que as demandas do grupo sejam respeitadas pelas pessoas cisgênero ao Centro de São Paulo nesta sexta-feira (17). Junho é o mês em que se comemora as causas LGBTQIA+ e no domingo (19) acontece a grande parada na Avenida Paulista.

O time “Meninos Bons de Bola”, o primeiro time de futsal transmasculino formado no Brasil, Angelica Ross, atriz norte-americana da série Pose, políticos, ativistas e cantores marcaram presença no Largo do Arouche.

Meninos Bons de Bola FC, primeiro time de futsal composto por transexuais formado no Brasil, marcam presença na marcha — Foto: Celso Tavares/g1
Meninos Bons de Bola FC, primeiro time de futsal composto por transexuais formado no Brasil, marcam presença na marcha — Foto: Celso Tavares/g1

A ativista trans Symmy Larrat, de 44 anos, afirmou que os atos levam à discussão sobre a causa trans para todos os lugares.

“A marcha ajudou colocar o debate na casa das pessoas”, disse.

“A especificidade dessa marcha por ser presencial depois de ter duas marchas online é ver as pessoas com vontade de confraternizar, o reencontro. Pessoas estão com gana por lutar”, completou.

O trio elétrico saiu do Largo por volta das 16h e percorreu as avenidas São João e Ipiranga arrastando centenas de pessoas e a bandeira com as cores trans: azul claro, branco, e rosa claro.

A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL) disse que apesar do Brasil, a comunidade trans consegue ser feliz porque criou uma rede de proteção.

“Só é possível [ser feliz] porque a gente como comunidade, se reencontra, se reconhece, criamos nossas próprias redes de proteção, afeto e solidariedade. É por isso que conseguimos ser feliz a despeito de toda violência, e de toda a opressão. Não é sobre o Brasil, mas nossa comunidade que se fortalece, que está presente e é forte cada vez mais, para se preservar”, disse.

O evento é considerado o maior da América Latina com protagonismo de travestis, pessoas transgêneros binárias e não binárias, além de simpatizantes.

O encontro tem como tema a pauta da humanidade e do futuro do trabalho e como as pessoas trans podem ser inseridas com suas demandas respeitadas pelas pessoas cisgênero.

Segundo a organização, o evento foi organizado por pessoas trans com o “objetivo de reunir vozes representativas” da comunidade trans para que seja possível uma “visibilidade mais justa e igualitária das demandas destes grupos tão invisibilizados e precarizados na atual sociedade”.

A deputada Erica Malunguinho na Marcha Trans — Foto: Celso Tavares/g1
A deputada Erica Malunguinho na Marcha Trans — Foto: Celso Tavares/g1
Sammy Iarrat na 5ª Marcha do Orgulho Trans em SP — Foto: Celso Tavares/g1
Sammy Iarrat na 5ª Marcha do Orgulho Trans em SP — Foto: Celso Tavares/g1
Angelica Ross, atriz da série Pose, na chegada do evento. — Foto: Celso Tavares/g1
Angelica Ross, atriz da série Pose, na chegada do evento. — Foto: Celso Tavares/g1
As ativistas Carolina Iara e Neon Cunha — Foto: Celso Tavares/g1
As ativistas Carolina Iara e Neon Cunha — Foto: Celso Tavares/g1
Nick Cruz canta na 5ª Marcha do Orgulho Trans em SP — Foto: Celso Tavares/g1 — Foto: Celso Tavares/g1
Nick Cruz canta na 5ª Marcha do Orgulho Trans em SP — Foto: Celso Tavares/g1

Com informações do G1

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