Brasil reforça proteção ambiental com novas áreas de conservação

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Foto: Ricardo Stuckert

Redação – O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra Marina Silva participaram do evento e assinaram decretos que criam e ampliam unidades de conservação no Pantanal e no Cerrado, reforçando o compromisso do Brasil com a proteção da biodiversidade e a meta global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.

Na abertura da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), o presidente ressaltou o caráter estratégico da escolha de Campo Grande como sede do evento. “Estamos na porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países, cujas faunas e floras atravessam fronteiras”, afirmou.

Para Lula, as espécies migratórias conectam ecossistemas distantes, mantendo ciclos naturais essenciais para a vida no planeta. Ele citou a onça-pintada, que se movimenta por grandes áreas em busca de alimento e reprodução, assim como milhões de aves, mamíferos, répteis, peixes e insetos que cruzam continentes e oceanos todos os anos.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a cúpula, o governo brasileiro apresentou três prioridades: dialogar com os princípios das convenções do clima, da desertificação e da biodiversidade, seguindo a lógica de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”; ampliar e mobilizar recursos financeiros por meio de fundos e mecanismos multilaterais inovadores, especialmente voltados a países em desenvolvimento; e universalizar a Declaração do Pantanal, incentivando que mais países participem da proteção das espécies e das rotas migratórias.

Decretos
Os decretos assinados contemplam: a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas (MG), com 40.834 hectares; a ampliação do Parque Nacional do Pantanal (MT), com acréscimo de 47.260 hectares, totalizando 183.182 hectares; e a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã (MT), que passou de 11.554 hectares para 68.502 hectares, incorporando 56.948 hectares.

As unidades de conservação ampliadas no Pantanal são de proteção integral e desempenham papel crucial na preservação de áreas alagadas, berçários naturais para a pesca e habitats de espécies ameaçadas, como onça-pintada, tatu-canastra, ariranha e cervo-do-pantanal. No Cerrado, a nova RDS protege ecossistemas estratégicos e as comunidades geraizeiras, garantindo acesso a recursos hídricos e atividades de extrativismo sustentável.

Foto: Arquivo/José Medeiros/ICMBio

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, destacou que as medidas fortalecem a capacidade de gestão do instituto e promovem o desenvolvimento sustentável das regiões envolvidas.

Já ministra Marina Silva ressaltou que a criação e ampliação das unidades foi construída com base em evidências técnicas, cooperação institucional e escuta qualificada, assegurando a proteção de áreas essenciais para o equilíbrio ecológico e para a resiliência climática.

Lula também reforçou a importância da cooperação regional e global. “A história da humanidade é marcada por migrações, deslocamentos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”, afirmou, destacando que a COP15 ocorre em um contexto de tensões geopolíticas, ações unilaterais e atentados à soberania.

O governo federal destaca que as medidas anunciadas consolidam a posição do Brasil como referência técnica e ética na conservação de espécies migratórias e na proteção de biomas estratégicos, integrando esforços nacionais às metas internacionais de conservação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: AGÊNCIA CENARIUM

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