
Redação – A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deve realizar no dia 4 de maio, às 9h, a eleição indireta para escolher o governador e vice-governador tampão do Estado. A previsão foi anunciada pelo presidente interino da Casa, Adjuto Afonso (União Brasil), após a tramitação do Projeto de Lei 12.570/2026 que regulamenta o processo, em sessão nesta quinta-feira, 9. A aprovação do teor da proposta aconteceu em apenas dois minutos.
A definição ocorre após a renúncia simultânea do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (PP), no último domingo, 4, o que levou o então presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil), a assumir interinamente o comando do Executivo estadual. Afonso afirmou que a aprovação da lei era necessária para viabilizar as próximas etapas do processo.
“A gente aprovou a lei que vai disciplinar a eleição. Agora, com base nela, será feito o edital com todas as regras”, disse, ao explicar que a definição dos detalhes operacionais depende da publicação oficial do documento. Adjuto também indicou a intenção de cumprir o cronograma dentro do prazo legal. “Nós pretendemos fazer a eleição no dia 4 de maio, às 9 horas da manhã”, afirmou, ressaltando que o calendário definitivo será formalizado após a sanção da lei pelo governador interino, Roberto Cidade e a publicação do edital.
Voto aberto e regras do edital
O projeto aprovado estabelece que a eleição será realizada por voto aberto e nominal, com identificação pública do posicionamento de cada deputado estadual durante a sessão extraordinária. A medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e reforça a transparência do processo.
Segundo Adjuto Afonso, o edital será responsável pelos detalhes do processo eleitoral. “O edital vai disciplinar prazos de inscrição, quem pode participar e as condições para candidatura”, explicou, destacando que ainda há discussões sobre o tempo mínimo para registro das chapas.
O parlamentar acrescentou que diferentes propostas sobre prazos foram levantadas durante o debate interno. “Tem gente defendendo dois dias, outros falam em poucas horas, mas isso será definido no edital”, disse, ao indicar que a regulamentação final ainda será construída pela Mesa Diretora.
O texto aprovado prevê prazo máximo de até 30 dias para realização da eleição indireta, contados a partir da vacância, além de funcionamento administrativo em regime de plantão para garantir a celeridade do processo.
Chances de Roberto Cidade
Durante a coletiva, Adjuto Afonso também comentou as perspectivas políticas para a disputa e avaliou o cenário dentro da Assembleia Legislativa. “Eu não acredito que outro deputado vá concorrer sabendo que o presidente é o Roberto”, afirmou, ao mencionar o atual chefe interino do Executivo.
Ele destacou o perfil de articulação política de Roberto Cidade como fator relevante. “Ele é um conciliador, alguém que mantém o diálogo e trata todos os deputados de forma igual”, disse, ao justificar a percepção de que o colega reúne apoio significativo entre os parlamentares.
Na avaliação do presidente interino da Aleam, o ambiente político interno favorece a candidatura. “Hoje, se for considerar o cenário, a maioria dos deputados votaria no Roberto”, declarou, ao indicar que o nome do parlamentar surge como um dos mais viáveis para o mandato tampão.
Fonte: AGÊNCIA CENARIUM
