
Redação – Após a vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deu início oficial ao processo de eleição indireta. Diferente do pleito popular, o destino administrativo do estado agora está nas mãos dos 24 deputados estaduais, conforme determina a Constituição Estadual para casos de vacância nos últimos dois anos de mandato.
O Cronograma da Sucessão
O edital publicado estabelece um ritmo acelerado para garantir a estabilidade do Executivo. Confira os marcos principais:
- Registro de Chapas: Os interessados têm até o dia 16 de abril (quinta-feira) para protocolar as candidaturas.
- Data do Pleito: A votação está agendada para o dia 4 de maio de 2026, às 9h, no plenário da Casa Legislativa.
- Modelo de Votação: Será realizada de forma aberta e nominal, garantindo transparência sobre o posicionamento de cada parlamentar.
Quem pode concorrer?
A disputa não é restrita aos deputados. Qualquer cidadão que cumpra os requisitos constitucionais pode se candidatar, desde que apresente:
- Filiação partidária ativa;
- Domicílio eleitoral no Amazonas;
- Idade mínima exigida e plena regularidade com a justiça eleitoral e órgãos de controle (CNJ e Tribunais de Contas).
As candidaturas devem obrigatoriamente ser apresentadas em chapas únicas e indivisíveis (Governador + Vice).
O Governo Interino
Enquanto o novo nome não é escolhido, o estado segue sob o comando de Roberto Cidade (União Brasil). Como presidente da Aleam, ele assumiu o posto interinamente e é apontado pelos bastidores políticos como um dos nomes mais fortes para ser efetivado no cargo pelos colegas de parlamento durante a votação de maio.
Em caso de empate
O regulamento prevê que, se nenhuma chapa alcançar a maioria simples, uma nova votação ocorre no dia seguinte. Persistindo o empate, o critério de desempate será a idade, sendo declarada vencedora a chapa cujo candidato a governador for o mais idoso.
Nota de Contexto: O eleito para este mandato-tampão governará por apenas oito meses, servindo como uma ponte administrativa até a posse do novo governador eleito pelo voto direto em outubro de 2026.
