Amazonas registra uma das rendas mais baixas do Brasil e fica longe da média nacional

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Redação – Novos dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8), revelam um cenário de desigualdade persistente para o Amazonas. Em 2025, o rendimento domiciliar per capita no estado foi de apenas R$ 1.450 — um valor que não chega a representar sequer metade da média brasileira, consolidada em R$ 3.367.

Com esse desempenho, o Amazonas ocupa a 22ª posição no ranking nacional de renda, evidenciando as dificuldades econômicas enfrentadas na Região Norte, apesar do crescimento observado nos últimos anos através da maior ocupação no mercado de trabalho.


O Contraste Regional e o Recorde Nacional

Enquanto o Amazonas luta para elevar seus índices, o Brasil como um todo atingiu o maior patamar de rendimento de sua série histórica. O valor médio de R$ 3.367 representa um salto real de 5,4% em comparação a 2024.

Confira como ficou a divisão por regiões e destaques:

  • Sul: Lidera entre as regiões com R$ 2.734.
  • Centro-Oeste: Aparece logo em seguida, com R$ 2.712.
  • Distrito Federal: Mantém-se isolado no topo da pirâmide nacional, com renda superior a R$ 4,4 mil mensais.
  • Norte e Nordeste: Seguem apresentando os números mais modestos do país.

Mercado de Trabalho impulsiona os números

O principal motor desse crescimento nacional foi o rendimento vindo do trabalho, que atingiu a média de R$ 3.560 — uma valorização de 5,7% em relação ao ano anterior. Esse montante já supera em mais de 11% os níveis registrados no período pré-pandemia (2019).

Dados Econômicos Globais: A massa de rendimento mensal real, que soma todos os salários pagos no país, chegou à marca impressionante de R$ 361,7 bilhões em 2025.

Mais brasileiros com fonte de receita

Um ponto relevante da pesquisa é a bancarização e o acesso a recursos. Atualmente, 67,2% da população brasileira possui algum tipo de fonte de renda, seja ela proveniente de:

  1. Trabalho formal ou informal;
  2. Aposentadorias e pensões;
  3. Programas de transferência de renda (benefícios sociais).

Apesar da melhora no volume total de dinheiro circulando na economia, o desafio para estados como o Amazonas permanece sendo a distribuição e a elevação do patamar salarial local para se aproximar da realidade das regiões Sul e Sudeste.

Fonte: G1 Amazonas

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