Combate à exploração animal no AM: Quatro são detidos por manter animais silvestres em cativeiro para fotos com turistas

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Foto: (Beatriz Sampaio/PC-AM e Reprodução | Composição: Felipe Soares/CENARIUM)

Redação – Uma força-tarefa composta por órgãos de segurança e fiscalização ambiental desarticulou, no último sábado, 9, um esquema de exploração ilegal de fauna silvestre no Lago do Janauari, em Iranduba (AM). A Operação Anhangá 2 resultou no resgate de dois jacarés e um bicho-preguiça, além da prisão em flagrante de quatro indivíduos.

O Esquema de Exploração

De acordo com a Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), os animais eram mantidos em condições precárias e utilizados como “atrativos” econômicos dentro de uma comunidade indígena. Turistas pagavam para manusear e posar para fotografias com as espécies, prática proibida pela legislação brasileira.

Foto: Preguiça foi resgatadas durantae a operação contra o Turismo ilegal (Beatriz Sampaio/PC-AM)

O delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Dema, destacou que o foco da operação foi interromper o lucro obtido através do sofrimento animal. Entre as evidências encontradas pela perícia, estão:

  • Cativeiros improvisados: Gaiolas pequenas e inadequadas.
  • Contenção física: Cordas utilizadas para imobilizar os bichos.
  • Suspeita de dopagem: A Polícia Civil investiga se substâncias sedativas eram ministradas aos animais para torná-los dóceis durante o contato com os visitantes.

Resgate e Penalidades

A ação foi motivada por denúncias encaminhadas ao Ipaam e ao Ministério Público do Amazonas. Segundo a fiscal ambiental Yara Andrade, o monitoramento da área já indicava que a prática era recorrente. “Identificamos sinais claros de maus-tratos e o uso comercial indevido da fauna”, afirmou.

Os animais resgatados foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) em Manaus, onde receberão cuidados veterinários antes de uma possível reintrodução à natureza. Os responsáveis pelas infrações foram autuados com multas que somam R$ 10,5 mil.

Foto: Jacarés que eram utilizados no turismo ilegal foram resgadados (Beatriz Sampaio/PC-AM)

Histórico e Parcerias

Esta é a segunda fase de uma ofensiva iniciada em maio de 2025, quando sete animais foram recuperados na mesma região. A Operação Anhangá 2 contou com um aparato robusto de inteligência e suporte operacional, envolvendo:

  1. PC-AM (Dema, Core, Deflu e Inteligência);
  2. Ipaam e Ibama;
  3. Amazonastur;
  4. Instituto de Criminalística.

A prática de utilizar a fauna local para o chamado “turismo de selfie” é crime ambiental e os órgãos de fiscalização alertam que tanto quem explora quanto quem financia a atividade (o turista) podem ser responsabilizados.

Fonte: Agência Brasil

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