
Redação – Nesta terça-feira (12), o mapa da segurança pública brasileira amanheceu sob uma coordenada comum: a Operação Força Integrada II. Sob a liderança da Polícia Federal, uma mobilização de larga escala atingiu o coração financeiro e operacional de organizações criminosas que ditam o ritmo do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais no país.
Diferente de ações localizadas, esta investida se destaca pela capilaridade. Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 71 mandados de prisão e 165 de busca e apreensão, espalhados por quase todas as regiões do território nacional.
O Cerco Geográfico
A operação não se restringiu aos grandes centros. A manobra tática alcançou estados que vão do extremo Norte ao Sul, incluindo:
- Nordeste: Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Maranhão.
- Norte: Amapá, Rondônia, Acre e Tocantins.
- Sudeste/Sul: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A Estratégia das FICCOs: O Fim das Fronteiras Institucionais
O grande diferencial desta ofensiva é o modelo das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO’s). O conceito é simples, mas letal para o crime: integração total.
A ideia é quebrar a burocracia entre as diferentes polícias (Civil, Militar, Penal, Rodoviária e Guardas Municipais). Atuando sem hierarquia rígida e sob coordenação da PF, essas forças-tarefa conseguem cruzar dados de inteligência que antes ficavam isolados em cada secretaria estadual.
O foco agora é o “bolso” e a liberdade dos articuladores: ao combater a lavagem de dinheiro simultaneamente ao tráfico, o Estado tenta asfixiar a capacidade de rearmamento dessas facções.
Fonte: Agência Brasil
