
Redação – O futuro da franquia Mortal Kombat nos cinemas parece estar tomando um rumo mais “pé no chão” — pelo menos no que diz respeito às coreografias. O roteirista Jeremy Slater sinalizou que o lendário príncipe Shokan, Goro, não deve retornar tão cedo às telas, indicando que o personagem não se encaixa na nova visão narrativa da saga.
O Problema do CGI vs. Sangue e Suor
Em uma conversa com o ComicBook, Slater foi honesto sobre os desafios técnicos e criativos de incluir monstros gigantes em filmes de artes marciais. Para ele, a magia da franquia reside no embate humano.
- Impacto Visual: Slater defende que lutas entre artistas marciais reais entregam uma energia que o CGI não consegue replicar.
- Desconexão Criativa: O roteirista mencionou que, além de não sentir uma conexão pessoal com a versão anterior do personagem, Goro não possui um papel vital nas tramas que ele está desenvolvendo atualmente.
“Ver dois lutadores humanos se enfrentando é empolgante; já combates contra criaturas digitais perdem parte dessa diversão”, explicou o escritor.
O Legado de Goro
Apresentado no reboot de 2021, Goro é um dos pilares dos games originais, mas sua participação no cinema foi marcada por críticas divididas justamente pela execução em computação gráfica. Ao que tudo indica, a produção prefere investir em personagens que permitam coreografias viscerais e tangíveis em vez de gastar orçamento com monstros que “travam” o ritmo da ação.
O que muda para o fã?
A ausência de Goro abre espaço para explorar outros vilões menos dependentes de efeitos especiais complexos, permitindo que o próximo filme foque na técnica e na brutalidade que consagraram os jogos nos anos 90.
O veredito de Slater é claro: se não serve à história e não melhora a luta, o personagem fica no banco de reservas.
Fonte: O TEMPO
