Setor produtivo e Planalto: Lula acena à construção civil e promete diálogo sobre fim da escala 6×1

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Redação – Em aceno direto ao empresariado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a transição para o fim da escala de trabalho 6×1 não será feita por imposição legal generalizada, mas sim por meio de negociações que respeitem as particularidades de cada setor da economia. A declaração ocorreu nesta terça-feira (19), em São Paulo, durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Ao receber um documento com as principais demandas dos empresários da construção civil, Lula buscou tranquilizar a plateia sobre os debates em torno da redução da jornada semanal. Segundo o presidente, a mudança é uma resposta natural aos avanços tecnológicos e aos novos anseios sociais por qualidade de vida — como tempo para lazer, estudos e convívio familiar —, mas ressaltou que o governo atuará como mediador, e não como uma força impositiva.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra”, garantiu o chefe do Executivo, enfatizando a importância do consenso.

O papel estratégico da construção civil

Durante seu discurso, Lula classificou o setor de construção civil como um motor indispensável para o crescimento econômico e para a geração rápida de postos de trabalho no país. Ele estimulou os empresários a apresentarem propostas e manterem o canal de diálogo aberto com o governo federal.

Para ilustrar a relação entre o governo e o setor privado, o presidente utilizou a metáfora de uma “via de mão dupla”, destacando a dependência mútua para o avanço de grandes obras de infraestrutura e habitação:

  • O papel do governo: Viabilizar os financiamentos e linhas de crédito necessários.
  • O papel dos empresários: Executar as obras e abrir novas vagas de emprego.

Com essa abordagem, o governo tenta equilibrar a pressão popular e de base aliada pela pauta trabalhista com a necessidade de manter a confiança do mercado e do empresariado de grandes setores produtivos.

Fonte: Agência Brasil

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