PF e PM do Amazonas sufocam rede criminosa que faturou R$ 24 milhões com agiotagem e extorsão

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(Fotos: Reprodução/Redes Sociais | Composição: Felipe Soares/CENARIUM)

Redação – Uma megaoperação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), deflagrada nesta quarta-feira (20), desmantelou duas facções criminosas especializadas em empréstimos abusivos, extorsão violenta e ocultação de bens. O esquema bilionário, que contou com a participação de dois policiais militares entre os investigados, movimentou mais de R$ 24 milhões.

A ofensiva mobilizou uma força-tarefa liderada pelo 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIP). O cerco contou com o suporte estratégico do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e da própria Polícia Militar (PM-AM), resultando no cumprimento de:

  • 26 ordens de prisão preventiva;
  • 31 mandados de busca e apreensão.

Para asfixiar o braço financeiro dos criminosos, a Justiça autorizou o sequestro de 42 veículos, o confisco de sete propriedades imobiliárias, o congelamento de contas bancárias e o fechamento temporário de sete empresas que eram utilizadas como fachada pelos suspeitos.

Foto: (Reprodução/Redes Sociais)

Violência extrema e contabilidade do crime

De acordo com as autoridades, o “modelo de negócios” das quadrilhas consistia na concessão de crédito com juros extorsivos. Quando as vítimas não conseguiam quitar as parcelas, passavam a sofrer cobranças sob extrema violência. O portfólio de crimes incluía ameaças graves, tortura, sequestro, cárcere privado e até assassinatos (consumados e tentados).

Foto: (Alinne Bindá/CENARIUM)

A estrutura do caixa: Enquanto o primeiro grupo criminoso teve o rastro financeiro exposto, revelando o fluxo de R$ 24 milhões, a segunda ala da organização ainda passa por auditoria. O volume total do rombo deve crescer à medida que os dados das quebras de sigilo bancário forem analisados.

Conexão interestadual

O monitoramento policial revelou que o esquema de lavagem de capitais não se limitava ao território amazonense. O dinheiro sujo da agiotagem cruzava fronteiras e era injetado na economia legal de estados como Santa Catarina, Paraíba e Roraima, o que comprova o alto nível de articulação interestadual dos envolvidos.

Fonte: Revista Cenarium

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