Cores, ritmo e tradição: 68º Festival Folclórico do Amazonas dá a largada com investimento recorde

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Fotos: Valdo Leão/Semcom

Redação – A noite de quinta-feira (5) marcou o início oficial das celebrações da cultura popular em Manaus. O Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na zona Sul, foi o palco da pré-abertura do 68º Festival Folclórico do Amazonas, evento que se estenderá até o dia 20 de junho. Nas próximas semanas, o público manauara poderá acompanhar gratuitamente o talento e a dedicação das agremiações que disputam as categorias Bronze e Prata.

Uma vitrine da identidade multicultural

Mais do que uma competição, o festival funciona como um mosaico da pluralidade cultural da região e do país. A programação gratuita promete movimentar a cidade com uma enorme variedade de expressões artísticas:

  • Tradição Junina: Quadrilhas tradicionais, cômicas e alternativas;
  • Ritmos e Raízes: Cirandas, danças nordestinas, danças nacionais e os tradicionais bois-bumbás;
  • Comunidade no Palco: Espetáculos produzidos por agremiações vindas de todas as zonas de Manaus, democratizando o acesso à cultura.

De acordo com Márcio Braz, diretor-presidente da ManausCult, o festival é o reflexo do esforço de centenas de famílias e artistas. O objetivo da gestão municipal este ano foi ampliar a valorização dessas bases, garantindo estrutura e suporte para que a tradição continue viva.

Fomento Histórico: O Motor da Festa em 2026

Um dos grandes diferenciais desta 68ª edição é o aporte financeiro injetado diretamente nas comunidades e grupos folclóricos. Com o maior investimento da história do festival, os repasses foram distribuídos da seguinte forma:

CategoriaValor por GrupoInvestimento Total
PrataR$ 21.780,00R$ 1.023.660,00
BronzeR$ 9.680,00R$ 406.560,00

José de Arimateia, presidente da Liga Independente dos Grupos Folclóricos de Manaus, ressaltou que esse incentivo financeiro — viabilizado pela gestão do prefeito Renato Junior — foi crucial para aliviar o histórico sacrifício de ensaios e figurinos, pavimentando o caminho para uma das maiores edições de todos os tempos.

Histórias de Recomeço e Paixão de Geração em Geração

Por trás dos holofotes, o festival é movido por trajetórias humanas marcantes e pelo amor ao folclore.

O retorno dos “Cangaceiros”

Para a Dança Nordestina Cangaceiros de Thianguá, o evento representa um verdadeiro renascimento. Após um hiato de 20 anos longe das apresentações, o grupo precisou se reestruturar do zero. “Temos 20 pares novos que vieram da parte bem bruta da pedra e estamos lapidando”, revelou a presidente da agremiação, Katia Carlucho.

Amor que atravessa o tempo

Quem também personifica a essência do festival é Eliane Alves, de 59 anos. Brincante veterana, ela lembra com nostalgia da época em que as apresentações aconteciam nos antigos tablados de madeira na bola da Suframa.

“No começo, foram meus filhos, depois meus netos, e eu sempre ali. Hoje, já faz 25 anos que danço. É uma experiência maravilhosa”, conta Eliane, que agora defende o cangaço.

A força da nova geração

Se de um lado há experiência, do outro há o frescor dos jovens realizadores. Gustavo Vidal, de 22 anos, integrante da quadrilha Tradicional Felizes na Roça, descreve a participação como a realização de um sonho. Já Clara Fonseca, de 19 anos, que atua como a noiva da quadrilha, celebra não apenas a estreia emocionante, mas também o crescimento técnico do grupo: “Como a gente ganhou o acesso para 2027 e entra na categoria Bronze, é gratificante, é só alegria”, comemora.

Consolidado no calendário oficial de Manaus, o 68º Festival Folclórico do Amazonas promete ser um ponto de encontro vibrante para o turismo, a economia local e, acima de tudo, para o orgulho da identidade manauara nas próximas duas semanas.

Fonte: Prefeitura de Manaus

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