David Almeida questiona transferência de R$ 100 milhões da UEA para a Amazonprev

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Pré-candidato ao Governo do Amazonas anuncia que acionará órgãos de controle para investigar remanejamento orçamentário e investimentos estaduais.

Redação – O cenário político e administrativo do Amazonas registrou um novo desdobramento nesta quarta-feira (10/06). O pré-candidato ao Governo do Estado pelo Avante e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, utilizou suas redes sociais para contestar as recentes medidas de contenção fiscal adotadas pelo Executivo estadual, especificamente o remanejamento de recursos destinados à educação superior.

A manifestação tem como foco o Decreto nº 54.200, publicado no Diário Oficial em 22 de maio de 2026. A medida autorizou a transferência de R$ 100 milhões do orçamento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para a Fundação Amazonprev, responsável pela previdência dos servidores públicos estaduais.

Contexto dos recursos e questionamentos à gestão pública

De acordo com as declarações de Almeida, a movimentação orçamentária ocorre em um período em que a aplicação de recursos da previdência estadual é alvo de debates. O ex-prefeito mencionou investigações em curso sobre aportes superiores a R$ 300 milhões realizados pela Amazonprev junto ao Banco Master.

“É necessário esclarecer à sociedade a justificativa para a retirada de R$ 100 milhões da educação com o objetivo de cobrir o sistema previdenciário, especialmente enquanto se aguardam respostas sobre investimentos que estão sob apuração”, pontuou o pré-candidato.

Almeida argumentou ainda que a realocação da verba pode impactar o planejamento e o funcionamento de setores da universidade, citando áreas como:

  • Assistência estudantil e extensão universitária;
  • Projetos de interiorização do ensino superior;
  • Atendimento à comunidade acadêmica e gestão administrativa.

Atuação dos poderes Executivo e Legislativo

O pronunciamento do pré-candidato também incluiu críticas à governabilidade e à fiscalização dos recursos públicos nos últimos anos. David Almeida atribuiu responsabilidade política ao ex-governador Wilson Lima pelas decisões financeiras tomadas e questionou o papel de Roberto Cidade, atual governador, no período em que presidia a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Para Almeida, havia uma corresponsabilidade institucional entre a gestão do Poder Executivo, que editava as medidas, e a presidência do Poder Legislativo, que detém a atribuição constitucional de fiscalizar as ações e o orçamento do Estado.

Encaminhamento aos órgãos de controle

Como desdobramento da contestação, o ex-prefeito informou que formalizará representações junto aos órgãos de fiscalização e controle financeiro. O objetivo, segundo ele, é garantir a transparência sobre os seguintes pontos:

  1. Os critérios técnicos para os decretos de contenção fiscal;
  2. A legalidade dos remanejamentos orçamentários entre pastas;
  3. O histórico e a segurança dos investimentos realizados pela Previdência Estadual.

O espaço do portal permanece aberto para as manifestações oficiais do Governo do Estado do Amazonas, da Amazonprev, dos citados Wilson Lima e Roberto Cidade, bem como da reitoria da UEA, garantindo o direito ao contraditório e o equilíbrio informativo.

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