
Redação – Os índices de malária no estado do Amazonas apresentaram uma retração significativa nos primeiros cinco meses de 2026. De acordo com o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), o recuo foi de 18,58% no comparativo entre o período de 1º de janeiro a 31 de maio deste ano e o mesmo intervalo de 2025.
Em números absolutos, o estado contabilizou 18.245 casos nos cinco primeiros meses de 2026, contra 22.409 registros anotados no ano anterior.
Queda expressiva no tipo mais grave da doença
O dado mais expressivo do relatório técnico aponta para a diminuição dos casos provocados pelo protozoário Plasmodium falciparum, agente causador da forma mais severa da malária. Nessa categoria específica, a incidência caiu 64%.
- Janeiro a Maio de 2025: 3.537 casos
- Janeiro a Maio de 2026: 1.270 casos
Além disso, as notificações em territórios indígenas — áreas consideradas prioritárias pelas autoridades sanitárias devido ao histórico de vulnerabilidade epidemiológica — registraram uma redução de 31%.
Vigilância e Monitoramento Contínuo
Apesar do cenário de retração estatística, os órgãos de saúde pública reforçam a necessidade de manter as ações de controle. O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, ponderou que o diagnóstico atual é positivo, mas lembra que a malária segue como a principal endemia da região amazônica.
“São números importantes que devem ser comemorados, mas ainda é a maior endemia do estado, por isso devemos continuar com os cuidados”, pontuou Figueira.
Para gerenciar o cenário, a FVS-RCP mantém cooperação com as gestões municipais do interior do estado. O trabalho conjunto envolve o desenvolvimento de planos de ação específicos para as particularidades locais, emissão de boletins de alerta e treinamento de equipes técnicas para atuar em perímetros urbanos, rurais e em comunidades indígenas.
Orientações de Prevenção e Atendimento
As autoridades recomendam que frequentadores e moradores de áreas de mata, balneários e igarapés reforcem os cuidados individuais e coletivos para evitar a proliferação e a picada do mosquito transmissor (Anofeles).
As diretrizes básicas de prevenção incluem:
- Uso regular de repelentes e de mosquiteiros com inseticida;
- Colocação de telas de proteção em janelas e portas;
- Colaboração com os agentes de endemias durante as ações de borrifação residual intradomiciliar.
Sintomas e tratamento: Caso o indivíduo apresente sintomas característicos, como febre e dor de cabeça, a recomendação é buscar atendimento imediato em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou posto de coleta. Vale destacar que tanto a testagem rápida quanto o tratamento medicamentoso são oferecidos de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: G1 Amazonas
