
Redação – A chegada da Copa do Mundo de 2026 acendeu o otimismo no setor de artesanato em Manaus. Visando aquecer a economia local e aproveitar o clima festivo do torneio, microempreendedores da capital amazonense estão adaptando suas produções. O destaque fica para a união entre as cores da Seleção Brasileira e a rica matéria-prima da região amazônica.
Nas vitrines físicas e digitais, a tradicional criatividade local ganhou os tons de verde e amarelo, atraindo consumidores que buscam exclusividade para torcer pelo Brasil.
Produção sob encomenda e presença digital aceleram negócios
Para quem vive da Linha e da agulha, o período junino que coincide com o mundial virou sinônimo de agenda cheia. A artesã Sandra Pereira Gonçalves, proprietária da marca Manazinha do Crochê, localizada na Galeria do Artesanato (Avenida Djalma Batista), relata uma mudança recente no fluxo de trabalho.
“Desde a semana passada eu estou entregando só por encomenda. A procura foi muito grande”, afirma a microempreendedora, que aprendeu o ofício logo na infância.
Com peças que variam entre R$ 70 e R$ 120, o faturamento ganha um aliado indispensável: a divulgação nas redes sociais. Esse ecossistema digital aproxima clientes que valorizam o tempo e a dedicação do trabalho manual. É o caso da pedagoga Vitória Gabriele Bastos, de 27 anos, que opta pelo artesanato justamente pela exclusividade.
“Tudo é um trabalho: a criatividade, o tempo da pessoa. Então, são joias preciosas, peças preciosas que elas fazem”, destaca a consumidora.
Design sustentável e identidade amazônica em alta
Além dos tecidos e linhas tradicionais, o artesanato sustentável ganha força na temporada. Elementos naturais da floresta, como sementes de açaí, ganham espaço em colares, pulseiras e biojoias texturizadas em macramê.
O empreendedor George Lima, que atua na comercialização das peças produzidas por sua companheira, também na Zona Centro-Sul de Manaus, mantém uma perspectiva realista, porém confiante, sobre o avanço do torneio de futebol.
Expectativa de Vendas para o Setor
- Cenário Atual: Movimento inicial focado em encomendas antecipadas.
- Projeção: Expectativa de pico nas vendas após a abertura oficial do evento.
- Fator Econômico: O desempenho da Seleção Brasileira em campo historicamente funciona como um termômetro direto para o comércio varejista e artesanal.
“A procura da Copa ainda está devagar, mas creio que, com a abertura, vai dar uma injeção nas vendas se o Brasil começar a ganhar”, pondera George.
No panorama geral, o evento esportivo surge como uma vitrine estratégica para a valorização da cultura nortista, permitindo que pequenos produtores transformem a paixão pelo futebol em geração de renda e fortalecimento da identidade regional.


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Fonte: G1 Amazonas
