
Redação – Os desdobramentos do maior projeto de infraestrutura e saneamento voltado ao interior do Amazonas foram o tema central de um encontro estratégico em Brasília. Representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) reuniram-se com a banca do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para uma detalhada prestação de contas sobre o andamento do Prosai Parintins.
A mesa de discussões teve como foco avaliar os cronogramas físicos e financeiros, além dos impactos socioambientais das intervenções. Este encontro técnico ganha relevância por marcar o primeiro balanço desde que a iniciativa amazonense passou a integrar um modelo-piloto global do BID, desenhado para otimizar a mitigação de riscos e mensurar com maior precisão o retorno dos investimentos públicos.
Transformação urbana e metas para o segundo semestre
O Prosai Parintins conta com um aporte global de US$ 130 milhões (aproximadamente R$ 728 milhões) — composto por US$ 100 milhões financiados pela instituição internacional e US$ 30 milhões em recursos próprios do Tesouro Estadual.
Conduzido pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), o cronograma prevê uma forte aceleração para a segunda metade de 2026. Segundo a liderança da UGPE, o planejamento para os próximos meses inclui:
- O início das obras de habitação e reestruturação urbana;
- A remoção e o reassentamento assistido de famílias das áreas de risco;
- A inauguração oficial do renovado sistema de distribuição de água da cidade.
O titular da Sedurb, Júlio Langbeck, reforçou que a articulação entre as esferas estadual, federal e o banco internacional garante que as frentes de drenagem e urbanismo sigam as diretrizes de qualidade estipuladas pela gestão do governador Roberto Cidade.
Solução para crise hídrica histórica
Um dos principais marcos apresentados na reunião foi a reestruturação do sistema de captação de água, historicamente um dos gargalos do município. Apesar de Parintins estar cercada por rios, a rede local dependia de poços obsoletos que comprometiam a potabilidade do recurso.
Para mitigar o problema de forma célere, a engenharia do projeto adotou um modelo de contratação prévia, iniciando as perfurações antes mesmo da formalização final do empréstimo.
Desde meados de 2025, o abastecimento da ilha foi redirecionado para o aquífero Alter do Chão, por meio de 12 poços profundos em atividade (10 novos e 2 recuperados). A expectativa é que outras 5 unidades sejam perfuradas, totalizando os 17 poços previstos no plano diretor.
Próximos passos e o horizonte de 2030
A agenda em Brasília também definiu os rumos imediatos do programa, que englobam a desocupação de terrenos para novas frentes de trabalho, ajustes no projeto de rede de esgoto e o suporte técnico para modernizar o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Parintins.
Com metas estipuladas até 2030, o Prosai opera como uma engrenagem multissetorial que conecta saneamento, moradia, turismo e resiliência climática, visando elevar os indicadores de saúde e desenvolvimento econômico da população parintinense.
Fonte: Agência Amazonas
