
Manaus/AM – O prefeito de Manaus, Renato Junior, elevou o tom contra a concessionária Águas de Manaus e afirmou que a empresa poderá perder o direito de operar na capital caso continue descumprindo determinações da Prefeitura e deixando obras inacabadas pelas ruas da cidade.
A declaração foi feita após a administração municipal determinar o embargo de intervenções executadas pela concessionária, em razão de irregularidades constatadas na recomposição do pavimento. Segundo o prefeito, a empresa tem aberto valas para manutenção e implantação de redes de água e esgoto, mas não estaria restaurando o asfalto de forma adequada, deixando crateras e remendos que comprometem a mobilidade urbana e colocam em risco motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Durante o pronunciamento, Renato Junior foi enfático ao afirmar que a Prefeitura não aceitará mais a repetição desse tipo de problema.
“Ou respeitam Manaus ou serão expulsos da cidade.”
Fiscalização intensificada
A fiscalização das obras vem sendo realizada pela Prefeitura, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), responsável por acompanhar os serviços prestados pela concessionária.
Nos últimos meses, a Ageman já notificou e multou a Águas de Manaus em diferentes ocasiões por falhas na recomposição asfáltica, atraso na recuperação de calçadas, problemas no abastecimento e danos provocados durante intervenções em vias públicas. Em um dos casos mais recentes, a agência também exigiu esclarecimentos da empresa após uma obra causar prejuízos à calçada de uma residência na zona Leste da cidade. Na ocasião, Renato Junior classificou a situação como um “desserviço” prestado à população e determinou maior rigor nas autuações contra a concessionária.
Obras deixam transtornos à população
As críticas da Prefeitura se concentram principalmente na forma como as intervenções vêm sendo concluídas. Em diversos bairros de Manaus, moradores relatam que ruas permanecem abertas por vários dias, com buracos, desníveis e pavimentação provisória, aumentando o risco de acidentes e dificultando a circulação de veículos.
De acordo com o prefeito, a população não pode continuar sendo penalizada por serviços que deveriam melhorar a infraestrutura da cidade.
Segundo Renato Junior, a administração municipal acompanhará de perto todas as intervenções executadas pela concessionária e exigirá que cada obra seja entregue com a recomposição completa do pavimento, dentro dos padrões técnicos estabelecidos pelo município.
Concessão pode ser revista
Embora o contrato de concessão possua regras específicas e eventual rompimento dependa do cumprimento de etapas administrativas e legais, a fala do prefeito representa o posicionamento mais duro adotado até agora pela Prefeitura em relação à empresa.
Ao afirmar que a concessionária poderá ser “expulsa” de Manaus caso continue descumprindo suas obrigações, Renato Junior sinaliza que pretende intensificar a fiscalização e ampliar as medidas administrativas contra a Águas de Manaus, buscando garantir que as obras executadas não continuem causando transtornos à população.
