
Redação – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) consolidou sua posição como um dos órgãos públicos mais engajados na pauta ecológica do país. A instituição recebeu, pelo quinto ano seguido, o Selo A3P, uma chancela concedida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que reconhece a adoção de práticas administrativas sustentáveis e de responsabilidade socioambiental.
O anúncio foi feito pela conselheira-presidente, Yara Amazônia Lins, durante a sessão plenária realizada nesta quarta-feira (8). Na ocasião, a magistrada estendeu o reconhecimento a todo o corpo técnico do tribunal.
O impacto prático: Eficiência e reciclagem
Mais do que uma homenagem, o selo reflete metas reais de redução de danos ambientais e otimização dos recursos públicos. A manutenção da certificação exige consistência nos resultados de uma política que combate o desperdício dentro da máquina pública.
- Logística reversa: Somente ao longo do ano de 2025, o TCE-AM direcionou 13 toneladas de resíduos para a reciclagem.
- Foco administrativo: O programa prioriza a destinação correta do lixo, a economia de insumos e a eficiência energética no ambiente de trabalho.
“A sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental fazem parte da implementação de boas práticas ambientais em nosso espaço institucional.” — Yara Amazônia Lins, conselheira-presidente do TCE-AM.
De pioneiro a mentor: A expansão do modelo amazonense
A trajetória do tribunal com a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) começou no final de 2019. Após conquistar o primeiro selo em 2022, o TCE-AM transformou sua experiência interna em um modelo replicável para outras regiões.
Atualmente, o órgão atua como um consultor de boas práticas. Em 2026, a Diretoria de Projetos Ambientais (Dipam) do TCE-AM prestou suporte técnico para que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também aderisse ao programa, fortalecendo a rede de sustentabilidade entre as cortes de contas brasileiras.
Além disso, a bagagem acumulada com a A3P foi a base para a criação do Plano de Logística Sustentável (PLS) 2024-2028, um planejamento estratégico construído em parceria com o Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) para integrar as metas socioambientais de ambos os órgãos.

Engajamento no dia a dia
O conselheiro Júlio Pinheiro ressaltou que a longevidade do projeto se deve diretamente à mudança de cultura interna, destacando o papel essencial dos servidores públicos e da Diretoria de Controle Ambiental (Dicamb) em transformar as diretrizes de papel em hábitos diários no tribunal.
Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Amazonas
