MPF estipula prazos e cobra plano de ação para destravar obras da Casa da Mulher Brasileira em Manaus

No momento, você está visualizando MPF estipula prazos e cobra plano de ação para destravar obras da Casa da Mulher Brasileira em Manaus
Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Redação – A Casa da Mulher Brasileira em Manaus, um projeto essencial para acolher vítimas de violência doméstica, é alvo de uma nova cobrança do Ministério Público Federal (MPF). O órgão estabeleceu um prazo de 10 dias para que a Caixa Econômica Federal e a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) apresentem o planejamento de retomada dos trabalhos. A expectativa é que o canteiro de obras seja reativado em até 45 dias.

A iniciativa, que começou a ser desenhada ainda em 2014 dentro do programa federal “Mulher Segura e Protegida”, arrasta-se há mais de uma década sem ser entregue à população.

O que está em jogo?

A proposta da Casa da Mulher Brasileira é centralizar o atendimento humanizado e evitar a “peregrinação” das vítimas por diferentes órgãos públicos. O espaço prevê a integração de:

  • Delegacia especializada e Defensoria Pública;
  • Juizado e Ministério Público;
  • Atendimento psicossocial e suporte para medidas protetivas de urgência.

A determinação judicial:

Amparado por uma decisão da Justiça Federal que responsabiliza o Estado do Amazonas e a União por omissão, o MPF exige que toda a estrutura física esteja concluída no prazo de um ano. O descumprimento pode acarretar o aumento da multa diária (atualmente em R$ 100 mil) e evoluir para investigações criminais contra os gestores por desobediência.

Entenda o impasse técnico atual

De acordo com os relatórios analisados pelo MPF, a burocracia tem sido o principal obstáculo para o andamento do projeto:

  • Ponto de partida: A Sejusc concluiu o levantamento técnico e a atualização documental necessária.
  • O gargalo: O edital de licitação para contratar a construtora responsável pela obra está travado. A publicação depende exclusivamente da Caixa Econômica Federal realizar uma nova vistoria e homologar a reprogramação físico-financeira do projeto.

O posicionamento da Sejusc e as alternativas de acolhimento

Procurada, a Sejusc reforçou que tem mantido os órgãos de controle informados e que aguarda os ajustes técnicos e orçamentários finais junto à Caixa para liberar a licitação. O cronograma definitivo de conclusão só será desenhado após a contratação da nova empreiteira.

Enquanto a estrutura unificada não sai do papel, o órgão destaca que o atendimento às mulheres segue ativo por meio de outras frentes no estado:

LocalidadeServiços de Apoio Disponíveis
Capital (Manaus)Serviços de Apoio Emergencial (Sapem), Centro Estadual de Referência (Cream) e acolhimento seguro na Casa Abrigo Antônia Nascimento Priante.
Interior do AMRede composta por nove unidades do Samic (Serviço de Apoio à Mulher, Idoso e Criança) em municípios como Itacoatiara, Parintins, Tabatinga, Coari, entre outros.

Gostou dessa abordagem mais direta e analítica? Se precisar de ajustes no tom ou na estrutura do texto para o seu canal de comunicação, é só falar!

Fonte: G1 Amazonas

Deixe uma resposta