
Redação – Após quase cinco décadas de registros em papel, o Cemitério Nossa Senhora Aparecida inaugura um sistema digital que centraliza dados de mais de 248 mil sepultados e agiliza o atendimento à população.
O Cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado na zona Oeste de Manaus, deu início a um processo de modernização que substitui décadas de arquivos físicos por uma plataforma digital. Com 49 anos de história, o espaço é o primeiro dos dez cemitérios municipais a integrar a nova tecnologia desenvolvida pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).
O principal avanço do sistema é a drástica redução no tempo de espera para a emissão de documentos, frequentemente necessários para trâmites burocráticos e judiciais. O que antes costumava levar semanas ou até meses — em razão da necessidade de buscas manuais em antigos fichários — passa a ser solucionado em questão de minutos.

Tecnologia e localização por geolocalização
O acervo digitalizado reúne informações de 248.320 pessoas sepultadas ao longo das últimas cinco décadas no local, que abriga cerca de 130 mil sepulturas. Com a informatização, o trabalho de localização interna deixou de ser um processo lento.
A partir de agora, os servidores conseguem identificar a quadra, a fila e o número exato do jazigo apenas inserindo o nome da pessoa falecida no sistema. A ferramenta conta ainda com um mapa interno integrado por geolocalização, reduzindo o tempo de busca por sepulturas de até 30 minutos para menos de cinco.
Além da consulta de registros, a plataforma descentraliza serviços que antes exigiam deslocamentos para outras regiões da cidade. Solicitações de concessão, autorizações de obras e emissão de guias passam a ser encaminhadas diretamente no próprio cemitério. O formato digital também prevê o envio de notificações por e-mail e WhatsApp para orientar famílias sobre prazos, recadastramentos e manutenções.
Preservação de memórias e próximos passos
Para a administração municipal, a iniciativa vai além da eficiência administrativa, funcionando como um mecanismo de preservação da história das famílias manauaras, especialmente em momentos de vulnerabilidade e luto.
Nesta fase inicial, a ferramenta é voltada para o uso interno de gerentes, atendentes e equipes operacionais por meio de computadores, tablets e smartphones. Em etapas futuras, a prefeitura planeja disponibilizar um acesso individual para que os concessionários possam consultar a situação cadastral de seus jazigos diretamente de forma remota.
O projeto de informatização deverá ser expandido gradualmente para os demais cemitérios geridos pelo município, adaptando a estrutura de atendimento às demandas tecnológicas atuais.
Fonte: Prefeitura de Manaus

