
Redação – O Cemitério Nossa Senhora Aparecida, situado no bairro Tarumã, zona Oeste da capital amazonense, concentra nos dias que antecedem o 2 de novembro uma intensa movimentação de zeladoria urbana. Sendo o maior complexo funerário de Manaus, o espaço tem recebido um mutirão contínuo coordenado pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) ao longo de quase dois meses, mobilizando mais de quinhentos profissionais dedicados exclusivamente à reestruturação e à manutenção das áreas comuns.
A operação abrange frentes de trabalho essenciais para a recepção do público, compreendendo varrição minuciosa, capinação de vias e quadras, poda de árvores e a modernização do sistema de iluminação pública interna. O objetivo central dessa intervenção prolongada é assegurar que o fluxo intenso de visitantes esperado para o Dia de Finados ocorra em condições plenas de infraestrutura, segurança e conforto para a realização de homenagens póstumas.
O Trabalho Invisível e Essencial dos Garis
Durante uma visita técnica de acompanhamento realizada no final de outubro, a gestão municipal destacou o papel fundamental desempenhado pelos servidores de limpeza urbana. O esforço concentrado visa não apenas a estética do local, mas a garantia de um ambiente acolhedor e digno para que as famílias possam vivenciar um momento de reflexão e memória.
A logística implementada no Nossa Senhora Aparecida serve de referência para os demais cemitérios públicos da cidade. Para o feriado de 2 de novembro, a mobilização municipal integra mais de mil servidores de diferentes pastas administrativas, estruturando uma rede de apoio voltada para orientar, acolher e atender a população nos dez cemitérios administrados pela Prefeitura.
Inovação Tecnológica e Digitalização de Arquivos
Além das melhorias estruturais e paisagísticas, o Cemitério Nossa Senhora Aparecida marca um ponto de virada na gestão administrativa dos espaços públicos da cidade com a implantação de uma nova plataforma de informatização. Com quase cinco décadas de história — completando 49 anos de fundação —, o local abriga aproximadamente 130 mil sepulturas e registra cerca de 248.320 sepultamentos em seus arquivos históricos, que até então operavam sob métodos tradicionais de registro físico.
A partir de 2 de novembro, o sistema digital passa a operar de forma oficial, permitindo que cidadãos e equipes administrativas localizem túmulos e jazigos com precisão por meio do nome da pessoa falecida, obtendo instantaneamente dados sobre quadra, fila, numeração exata e rotas de acesso no mapa interno.
Outro avanço logístico proporcionado pela ferramenta é a desburocratização na emissão de documentos oficiais, cujo prazo de liberação, historicamente estendido por meses, passa a ser concluído em poucos minutos. A iniciativa de transição digital inaugura uma nova fase na administração funerária municipal, com projeção de expansão gradual para as demais unidades cemiteriais da capital.
Fonte: Prefeitura de Manaus

