’15/12/2019’

Doenças transmitidas por Aedes aegypti seguem com redução de casos no Amazonas no primeiro semestre de 2019

Doenças transmitidas por Aedes aegypti seguem com redução de casos no Amazonas no primeiro semestre de 2019

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) divulgou, nesta quarta-feira (10), o Boletim Epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, no primeiro semestre de 2019. Segundo os dados do boletim, as três doenças transmitidas pelo mosquito (dengue, chikungunya e zika) estão em queda no estado.

Até junho de 2019, houve redução de 81% nas notificações de zika, com 62 casos esse ano, contra 337 no mesmo período de 2018. A dengue reduziu 44%, com 2.381 casos notificados em 2019, e 4.260 em 2018. A chikungunya caiu 18%. Foram 134 casos em 2019, contra 165 notificações no ano passado.

As medidas de prevenção voltadas para eliminação de acúmulo de águas devem ser mantidas, alertou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto. “Essas doenças são transmitidas o ano inteiro. Portanto, apesar da diminuição das chuvas, a população deve permanecer com as checagens semanais, tendo em vista que os ovos dos mosquitos são resistentes à desidratação. Por isso, é importante não somente eliminar a água, mas também, esfregar esses depósitos para retirar possíveis ovos do mosquito”, afirmou.

Segundo Rosemary, há indícios científicos que comprovam a transmissão do vírus de forma vertical do mosquito para os ovos. “Alguns mosquitos podem nascer com os vírus da zika, chikungunya e dengue. Dessa forma, precisamos interromper, em algum momento da semana, o ciclo de vida do mosquito e impedir que eles nasçam”, destacou.

De acordo com o diretor técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, o segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do Amazonas aponta que o estado apresenta médio risco para dengue, com índice predial de 1%. Nenhuma cidade amazonense foi classificada de alto risco, apenas de médio e baixo risco. “A atenção deve ser reforçada nas cidades classificadas de médio risco”, disse.

Conforme a FVS-AM, 11 municípios alcançaram o índice de 1% ou superior, o que significa médio risco. São eles: Borba, Coari, Guajará, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Lábrea, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã e Santa Isabel do Rio Negro.

Apenas 21 cidades do Amazonas estão com índice de infestação predial inferior a 1%, o que significa baixo risco. São eles: Alvarães, Apuí, Autazes, Barcelos, Benjamin Constant, Beruri, Boca do Acre, Carauari, Careiro, Codajás, Humaitá, Japurá, Manacapuru, Maués, Nhamundá, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Tapauá, Tefé e Urucurituba.

O boletim aponta, ainda, que 13 municípios não realizaram o segundo LIRAa: Anori, Boa Vista do Ramos, Eirunepé, Fonte Boa, Itapiranga, Manaus, Manaquiri, Manicoré, São Paulo de Olivença, São Gabriel da Cachoeira, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tonantins.

Para o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-AM, Elder Figueira, a realização desse segundo LIRAa demonstrou que 45 cidades amazonenses têm a presença do mosquito Aedes aegypti. “Portanto, as medidas de prevenção devem ser constantes durante o ano todo”, disse.

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