Justiça isenta Bonner e Renata e puxa orelha de Flávio Bolsonaro

Justiça isenta Bonner e Renata e puxa orelha de Flávio Bolsonaro
Justiça isentou William Bonner e Renata Vasconcellos de denúncia de Flávio Bolsonaro (Globo / João Cotta)

Parece que não está nada bom o dia para o senador Flávio Bolsonaro (Republicamos/RJ). A Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma decisão favorável a William Bonner e Renata Vasconcelos para uma ação aberta pelo congressista.

Segundo informações publicadas pelo site Notícias da TV, a juíza Maria Tereza Donatti, decidiu que a denúncia criminal contra os jornalistas não deveria existir e ordenou o “trancamento” do inquérito policial, que segue em curso.

Para a decisão, um habeas corpus a favor da Globo, a juíza apontou as falhas no inquérito. “Tudo teve início quando Flavio Nantes Bolsonaro ofereceu notícia de crime perante a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, alegando que os pacientes [Bonner e Renata] praticaram desobediência nos dias 4 e 5 de novembro de novembro de 2020”, iniciou.

A magistrada continua: “Conforme o dito popular, ‘pau que nasce torto, morre torto’. Logo no início, nada justificava a instauração do procedimento na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Informática, criada para apurar ‘infrações penais praticadas com o uso ou emprego de meios e recursos tecnológicos de informação e/ou mediante o uso da rede mundial de computadores.”

Maria Tereza ainda apontou os erros da autoridade policial. Ela aponta que ainda que os âncoras houvessem desobedecido uma decisão judicial de não falar sobre o processo em que Flávio é acusado de peculato enquanto era deputado, a delegacia em questão não poderia dar prosseguimento na denúncia.

“Também é de se estranhar a própria autoridade policial tenha figurado como ‘testemunha do fato’, como constou do registro da ocorrência”, relatou. E continua: “sinais de que a investigação versava sobre fato atípico e que ação da autoridade poderia conter caráter político e violador da liberdade de imprensa.”

A juíza conclui afirmando que a denúncia é uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa. “Faço minhas as considerações do MP, no sentido de que o fato divulgado pelos âncoras (a oferta da denúncia contra o Senador) é verdadeiro; não há indícios de violação de sigilo; a denúncia atribui os crimes ao então deputado estadual, no seu gabinete, o que desperta o interesse público e, finalmente, deve prevalecer a liberdade de informação, como assegura a nossa Constituição”, conclui.

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Fonte: Yahoo Notícias

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