Ministério Público Eleitoral dá parecer contra recurso que pede suspensão de cassação de ex-prefeito de Coari

Ministério Público Eleitoral dá parecer contra recurso que pede suspensão de cassação de ex-prefeito de Coari
Adail Filho teve ter registro de candidatura cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, emitiu um parecer favorável ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo indeferimento do registro de candidatura de Adail José Figueiredo Pinheiro a prefeitura de Coari, na quarta-feira (24). O procurador se manifestou contra o recurso apresentado pela defesa de Adail.

Adail e o vice, Keitton Pinheiro, tinham sido reeleitos no 1º turno das eleições municipais de 2020. Mas o registro de candidatura foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral em dezembro, e novas eleições foram determinadas.

No dia 4 de março, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) já havia rejeitado recursos ingressados pelo ex-prefeito Adail Filho. Ficou mantida a determinação de novas eleições na cidade.

Após a rejeição pelo TRE-AM, Adail disse que respeita a decisão do Tribunal, mas que iria recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para reverter a decisão. O TSE ainda deve analisar o pedido.

Cassação de registro de candidatura

No entendimento da corte eleitoral, Adail teve o registro de candidatura cassado por ter ferido a legislação eleitoral que proíbe que integrantes do mesmo núcleo familiar exerçam mandados por mais de duas legislaturas consecutivas.

O pai do prefeito, Adail Pinheiro foi eleito em 2012, mas cassado pela justiça em 2014. Na ocasião, Raimundo Magalhães assumiu o cargo e completou o mandado. No entanto, em 2016, Adail foi eleito prefeito e reeleito em 2020.

Família Pinheiro

Em 2019, Adail Filho foi preso durante a Operação Patrinus por suspeita de montar um esquema de corrupção que desviou, pelo menos, R$ 100 milhões.

Segundo as investigações, Adail Filho pagava fornecedores que não recebiam da prefeitura há anos. Em troca, cobrava dos empresários 30% do valor da dívida. Ainda segundo o MP, o prefeito também arrecadava propina fraudando licitações.

Adail Filho e Mayara Pinheiro são filhos de Adail Pinheiro – acusado de comandar uma rede de pedofilia em Coari. Adail Pinheiro foi preso pela primeira vez em 2008 na Operação Vorax, da Polícia Federal, por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões.

À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas.

Em 2014, ele foi denunciado por pedofilia e condenado por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Coari.

Já em 2017, Adail Pinheiro recebeu indulto e teve extinção da pena de prisão de mais de 11 anos.


Fonte: G1 Amazonas

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